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Bancos privados lucraram com o PSI do BNDES

Os bancos lucraram R$ 8 bi em spreads com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), feito com recursos do BNDES que eles repassavam às empresas, que também foram beneficiadas pelo mecanismo. O banco público teve lucro de R$ 2 bi com a operação.

O PSI foi um programa público de financiamento para máquinas e equipamentos, lançado para reduzir o impacto da crise financeira internacional e mantido com o argumento de que impulsionaria os investimentos e o crescimento no país. O projeto vigorou de 2009 a 2015.

Dos R$ 520 bilhões que o Tesouro repassou ao BNDES, R$ 359 bi foram para o PSI. Do total, 91% foram liberados pelos bancos privados para empresas, no programa que ficou conhecido como "Bolsa Empresário". Só 9% dos recursos foram liberados diretamente pelo BNDES, o restante saiu das instituições privadas, que cobravam um spread nas operações e ganharam R$ 8 bi com o programa.

Entre os economistas que acompanham contas públicas, a avaliação geral é que o PSI merecia outro tratamento porque custou caro sob vários aspectos. O Tesouro Nacional emitiu títulos públicos em favor do BNDES, o que elevou a dívida do Brasil, assumindo uma conta de R$ 270 bilhões em subsídios, que vai pagar até 2060. O país está há dois anos em recessão após ter se endividado muito para financiar programas como o PSI. Ao fim, apenas dois grupos lucraram, as empresas e os bancos, enquanto a economia está na pior recessão desde 1930.

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