Banese não está à venda
Recebido ao meio-dia de ontem (10) em almoço pela Associação Sergipana de Empresas de Obras Públicas e Privadas (Aseopp), o novo presidente do Banco do Estado de Sergipe, que assumiu o cargo há pouco mais de dez dias, fez uma revelação que põe por terra todo o discurso do deputado Mendonça Prado, que impetrou (ou ainda vai impetrar?) uma ação cautelar contra o governador Marcelo Déda, para impedir a venda do Banese ao Banco do Brasil.
O Saumíneo Nascimento disse, para todos ouvirem, que no dia em que foi convidado pelo governador para deixar uma diretoria da Sudene, voltar para Aracaju e ser presidente do Banese, ele, Marcelo Déda, garantiu-lhe que o banco estadual, no seu governo, não seria negociado com ninguém, nem mesmo com qualquer outro banco governamental, como o Banco do Brasil.
Lembrou o novo presidente que, hoje, só existem quatro bancos estaduais no Brasil, e o Banese é o único do Nordeste nessa situação. O banco não está com problemas que obrigue o Estado a se livrar dele. E para demonstrar que o Banese é um banco limpo, saneado, ele anunciou que naquela tarde estaria assinando um contrato de financiamento com a Constren, do empresário Carlos Martins de Vasconcelos, para a construção do Edifício Aliete Vieira, na rua Ecologista Chico Mendes, na Farolândia. É um prédio de apartamentos e o valor financiado é de R$ 8,355 milhões.
O deputado Mendonça Prado, um dos mais "barulhentos" integrantes do Democratas sergipano, está no seu papel de opositor. Mas na entrevista concedida ontem e publicada pelo JORNAL DA CIDADE, ele chega a ser provocador: "Entendo que seria preciso o governador Marcelo Déda debater a questão Banese". Ora, se todas as vezes que o deputado disparar um factóide o governador do Estado parar para discutir com ele, não vai fazer outra coisa na vida senão marcar entrevistas pelo rádio nos palanques matutinos.
O próprio governador Marcelo Déda, por diversas vezes, desmentiu ingerências que significassem a venda do banco. Ademais, o comportamento do governo não é o de quem pretende desestabilizar a vida econômica do Estado vendendo o Banese.
O próprio Saumíneo Nascimento reconheceu, no almoço de ontem, que os bancos públicos estão sendo o sustentáculo da economia, neste período crítico em que a crise internacional se instala no país, "o que reafirma a importância de um banco público".
O Banese é sergipano e vai continuar sergipano.
Jornal da Cidade

