BB adota MP 927 e prejudica bancários afastados
Depois do Santander, foi a vez do Banco do Brasil tomar decisões previstas na Medida Provisória (MP) 927, prejudicando os trabalhadores. O BB alterou, de forma unilateral, as regras para os funcionários que estão afastados por conta do novo coronavírus.
Em comunicado, o BB orientou todos os seus gestores a entrarem em contato com os bancários afastados, que fazem parte do grupo de risco, informando o período de férias antecipadas e a possibilidades da utilização de abonos e saldo do banco de horas.
A medida editada pelo presidente Jair Bolsonaro diz no seu artigo 6º que o empregador pode, de forma compulsória, decidir pela antecipação das férias do trabalhador, com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico, com a indicação do período das férias.
Já no artigo 14º fica estabelecido a constituição de administração especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, criando um "saldo negativo", que o trabalhador terá de compensar futuramente, quando as medidas de isolamento social por conta do novo coronavírus acabarem.
Assim que a MP 927 foi editada, o Comando Nacional dos Bancários convocou uma reunião a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e reforçou a importância do respeito à Convenção Coletiva e à negociação coletiva e, por isso, que não fossem adotadas as medidas previstas na MP.
O movimento sindical vai continua lutando contra a MP 927. Os bancos não podem se aproveitar de um momento de crise para burlar os direitos dos seus funcionários.

