BNB não avança debate sobre saúde
A continuação da rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a direção do BNB não é nada animadora. O banco enrola mesmo quando o assunto é saúde e previdência, temas da mesa desta sexta-feira (11/09).
O encontro, realizado em Fortaleza, tratou especificamente da Camed e Capef, custeios e sustentabilidade. Os funcionários reivindicam aporte de recursos por parte do banco para os Planos BD e CVI da Capef, pedem equilíbrio atuarial dos planos, e esperam, principalmente, redução das contribuições dos participantes.
Sobre democratização da Capef, querem paridade na gestão, ou seja, que um representante dos trabalhadores tenha assento no Conselho.
Na cláusula de saúde, a principal reivindicação é o fortalecimento da Camed, com a contribuição do patrocinador duas vezes maior do que a do empregado. Também foi cobrada paridade na gestão, com participação dos trabalhadores nas decisões.
A mesa tratou ainda sobre a criação do PAS (Programa de Assistência Social) para aquisição de serviços não cobertos pela caixa de assistência. No combate ao assédio moral, os trabalhadores pedem a adesão do BNB ao Protocolo de Prevenção de Conflitos. O BNB não respondeu nenhuma das demandas. Apenas ouviu.
Para o diretor do Sindicato da Bahia, Antônio Galindo, presente na reunião, o clima não está nada bom. "O banco não sinaliza proposta. Mobilização deve crescer". O próximo encontro é na quinta-feira (17/09), em São Paulo. Na pauta, igualdade de oportunidades e remuneração.
Fonte: Seeb Bahia.

