COE do Itaú cobra fim das demissões e mais contratações do banco
Na reunião de negociação específica sobre emprego entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o banco, os trabalhadores cobraram o fim das demissões e mais contratações. O balanço do banco do primeiro trimestre deste ano revela que, em doze meses, foram eliminados 2.902 postos de trabalho.
Os bancários reivindicaram o fim das demissões por justa causa, já que muitas delas são reflexo da política desumana de cobrança de metas e do assédio moral, e cobraram também a necessidade de haver mais contratações principalmente nas agências onde existem poucos funcionários com sobrecarga de trabalho, o que compromete o atendimento à população.
Outro assunto levantado pelos funcionários foi o problema do ponto eletrônico, pois muitas denúncias foram feitas por causa de um sistema de controle com rigor excessivo.
O Itaú ficou de analisar e se posicionar estes casos e outras reivindicações dos trabalhadores, em que recebem advertência por motivos considerados banais. Outra questão que a COE cobrou análise do banco diz respeito à transferência unilateral de bancários para locais distantes de suas residências. Fato que gera transtornos no convívio familiar e para quem estuda.
Também foi destacado na reunião a redução no turnover, ocasionando com que muitos trabalhadores saíssem por pedido de demissão e muitos foram para outros setores por meio do Centro de Realocação.
Na ocasião, o banco apresentou um quadro sobre a política de aproveitamento interno dos funcionários. A COE do Itaú reivindicou que o Centro de Realocação deve ser aprimorado e ter como objetivo principal o de evitar demissões.

