Coletivo Nacional de Saúde define plano 2026 para fortalecer a saúde dos bancários
A ação sindical deve estar centrada na vida, na dignidade e nos direitos dos bancários. Com esse norte, o Coletivo Nacional de Saúde se reuniu nesta quinta-feira (27/11), para planejar as prioridades e iniciativas de 2026.
Diante das transformações aceleradas no setor bancário com intensificação da cobrança por produtividade, metas inalcançáveis, sobrecarga de trabalho e crescimento dos casos de adoecimento, o Coletivo reafirmou que proteger a saúde física e mental da categoria é tarefa estratégica e urgente. O planejamento de 2026 mira fortalecer ações de acolhimento, prevenção e responsabilização das instituições financeiras.
Entre os encaminhamentos aprovados, destacam-se:
- Defender de forma incondicional o SUS e a Política Nacional de Saúde do Trabalhador.
- Denunciar práticas patronais que deslocam para o sistema público os custos do adoecimento provocado pela organização do trabalho.
A reunião também reforçou a necessidade de ampliar o diálogo com as bases, qualificar a coleta de dados sobre adoecimento relacionado ao trabalho e sustentar a negociação coletiva como instrumento para enfrentar metas abusivas, assédio organizacional e ambientes laborais que adoecem. A prioridade é construir protocolos de atuação mais ágeis e efetivos, com foco na prevenção, na assistência e na reparação.
A partir deste plano, o Coletivo organizará agendas com os bancos, ações de formação e mobilizações ao longo de 2026, articulando sindicatos de base e redes de apoio para garantir que a defesa da vida e dos direitos esteja no centro de todas as negociações.

