Dia de Luta em Salvador por jornada de 6 horas no BB
A
pressão contra a arbitrariedade do Banco do Brasil aumenta e o
Sindicato da Bahia garante a participação. Desta vez, o protesto ocorreu
nesta quarta-feira (07/03), em frente à agência do BB Cidade Alta. Sob o
tema Jornada de seis horas já, a manifestação do Dia Nacional de Luta,
em Salvador, mostrou toda a insatisfação dos bancários diante da postura
do BB em não apresentar propostas às reivindicações dos trabalhadores.
“Estamos aqui pelo resgate do direito do trabalhador”, disse Euclides Fagundes, presidente do Sindicato. “O Banco do Brasil vem usurpando as horas extras dos funcionários. Uma prática ilícita e contrária ao acordado com as entidades sindicais”, denunciou.
Para o SBBA, a luta deve ser coletiva, a exemplo da conquista da jornada de seis horas que ocorreu na década de 1930. Para o diretor Olivan Faustino, o respeito à jornada seis horas representa menos estresse, mais saúde e mais tempo para os trabalhadores se dedicarem às famílias.
Ele adiantou que o Sindicato irá se organizar para dar entrada na Justiça com ações individuais. “Não podemos ficar de braços cruzados. O banco cobra muito e diz que é convite quando chama os funcionários ao trabalho através de email e telefonemas. Convite de patrão para mim, é convocação”, disparou.
Campeão em doenças - Durante a manifestação, os funcionários do BB receberam esclarecimentos e foram incentivados a participar mais ativamente da mobilização nacional. Os diretores apresentaram dados e revelaram que os bancos ocupam o primeiro lugar em números de afastamentos do trabalho por doenças a nível mental provocadas por estresse devido à pressão no trabalho e em consequência das metas abusivas. Durante a manifestação foram distribuídos exemplares do jornal O Bancário e edições do Mulheres em Movimento.

