Empregados cobram aprofundamento do debate sobre o Saúde Caixa
O Grupo de trabalho sobre o Saúde Caixa se reuniu na última terça-feira (15/8), em Brasília. No encontro, os representantes dos empregados voltaram a cobrar que o banco acabe com a limitação de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para custeio do plano de saúde. Esta é uma cobrança do movimento sindical desde 2017.

Os representantes dos empregados também cobraram explicações sobre as divergências dos números apresentados pelo banco. Entre os pontos, destaque para a diferença de R$ 82 milhões nas contribuições dos usuários que não estão inseridas nas reservas do plano, conforme apresentação do relatório do banco. A Caixa buscou justificar os números e, diante das contestações dos representantes dos empregados, a empresa se comprometeu a enviar um documento justificando os números, inclusive a diferença no valor dos fundos de reservas desde a constituição do plano até 2022.
Durante a reunião, a Caixa informou que aquele seria o último encontro do grupo e que os assuntos debatidos seriam encaminhados à mesa permanente. A decisão foi imediatamente questionada pela representação dos trabalhadores, que cobraram a manutenção do GT e o aprofundamento dos debates sobre o Saúde Caixa.
Após os apontamentos dos representantes dos empregados, a Caixa recuou e informou que vai dar continuidade ao GT. O calendário dos encontros ainda será definido.
Empresa de auditoria
Os bancários criticaram novamente a mudança nos contratos de auditoria. Além da preocupação com a equipe de empregados da Cesad, que hoje realiza os serviços, os representantes criticam o escopo da contratação da nova empresa, que extrapola o papel de auditoria e tem atribuições como rotinas de credenciamento, por exemplo.

