Encontro Nacional define pauta específica dos funcionários do Santander

Emprego, saúde e condições de trabalho e remuneração. Essas foram as três grandes prioridades apontadas pelos mais de 140 participantes do Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, encerrado no final da tarde desta quarta-feira (5), no San Raphael Hotel, em São Paulo. Os bancários aprovaram uma pauta específica de reivindicações, que também inclui demandas de previdência complementar e saúde suplementar, a ser entregue para a direção do banco espanhol.
Os funcionários se manifestaram contra as demissões, a política de rotatividade, a terceirização, os correspondentes bancários e a discriminação nas contratações. Os trabalhadores apontaram também a pressão das metas, o assédio moral, o estresse e o adoecimento como graves problemas, piorados pela carência de pessoal e sobrecarga de trabalho na rede de agências do banco.
Crédito: Contraf
Os dirigentes sindicais chamaram a atenção para as diferenças salariais na mesma função, a ausência de um plano de cargos e salários (PCS) e a falta de transparência nos programas próprios de remuneração variável. Os bancários enfatizaram ainda a falta democracia e transparência no SantanderPrevi, a redução das contribuições do Santander na migração dos participantes do ex-Holandaprevi até 31 de maio de 2009, o não aporte do serviço passado pelo banco no plano II do Banesprev e a ausência de contribuições da patrocinadora em planos do Sanprev.
Foi destacada a necessidade de manutenção do plano de saúde na aposentadoria com as mesmas condições de cobertura que o bancário gozava quando da vigência do contrato de trabalho, mediante pagamento de mensalidade correspondente ao valor que era descontado de seu holerite (contracheque).
Uma série de outras propostas foi aprovada no Encontro Nacional, como a de cobrar do banco a retirada imediata das ações judiciais movidas contra entidades sindicais e a Afubesp após protestos contra demissões, falta de funcionários e desrespeito com os aposentados. Também foi definida a orientação aos sindicatos para não homologar rescisões feitas por prepostos terceirizados pelo Santander. Trata-se de uma função administrativa e uma atividade-fim da empresa e, por isso, deve ser realizada por um funcionário designado pelo banco, como vinha sendo efetuado anteriormente. Várias entidades já suspenderam as homologações por terceirizados.
Participação classista - A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) esteve representada com as presenças dos dirigentes da Federação da Bahia e Sergipe, Claudevir Filho, Erivaldo Sales, Grassa Felizola e José Antônio dos Santos, além do diretor do SBBA, Adelmo Andrade, da presidente do Sindicato de Feira de Santana, Sandra Freitas, e da diretora do Sindicato de Sergipe, Jeane Pinto.
Fonte: Contraf

