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Fenacrefi apresenta estudo sobre perfil dos financiários

A Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) apresentou na última terça-feira (17/3), o estudo “Rosto dos Financiários”, levantamento que tem como objetivo traçar o perfil dos trabalhadores do setor de crédito, financiamento e investimento.

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A pesquisa reúne informações sobre quem são os financiários, suas características profissionais e sociais, além de identificar demandas e percepções da categoria. A iniciativa é considerada estratégica para aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos trabalhadores e orientar a atuação das entidades sindicais.

Radiografia do setor

O estudo, realizado entre julho e setembro de 2025, envolveu 71 instituições financeiras e apresenta um panorama detalhado do setor. Entre os principais pontos, está a concentração geográfica das empresas, com destaque para São Paulo (47%) e Brasília (28%).

No recorte demográfico, o levantamento aponta equilíbrio de gênero, com 48% de mulheres e 51% de homens. No entanto, ainda há desafios em relação à diversidade racial: 62% dos trabalhadores se identificam como brancos, enquanto pretos e pardos somam 34% — percentual inferior ao observado na população brasileira.

A pesquisa também revela um setor predominantemente jovem-adulto, com 76% dos profissionais entre 25 e 44 anos. Já os trabalhadores com 50 anos ou mais representam apenas 9% do total, indicando sub-representação dessa faixa etária.

Modelo de trabalho e salários

Outro destaque é a consolidação do modelo híbrido, adotado por 70% das empresas, refletindo mudanças estruturais no mundo do trabalho após a pandemia. Em relação à remuneração, o estudo mostra grande variação entre os cargos. Na gerência, quase metade dos profissionais recebe acima de R$ 20 mil. Já nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, evidenciando a desigualdade interna do setor.

Os dados também apontam dificuldades na progressão de carreira: 48% dos trabalhadores não tiveram nenhuma promoção na empresa atual, enquanto apenas 5% registraram mais de três progressões.

Desafios e próximos passos

O levantamento indica que, embora o setor acompanhe tendências como o trabalho híbrido e o equilíbrio de gênero, ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na ampliação da diversidade e na construção de políticas mais consistentes de inclusão.

Para o movimento sindical, o estudo representa uma ferramenta essencial, mas que precisa evoluir. A expectativa é que os próximos levantamentos avancem na profundidade das informações e contem com maior participação da representação dos trabalhadores, fortalecendo as negociações e a luta por melhores condições de trabalho, valorização profissional e igualdade de oportunidades no setor.

Fenacrefi apresenta estudo sobre perfil dos financiários

A Federação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) apresentou na última terça-feira (17/3), o estudo “Rosto dos Financiários”, levantamento que tem como objetivo traçar o perfil dos trabalhadores do setor de crédito, financiamento e investimento.

A pesquisa reúne informações sobre quem são os financiários, suas características profissionais e sociais, além de identificar demandas e percepções da categoria. A iniciativa é considerada estratégica para aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos trabalhadores e orientar a atuação das entidades sindicais.

Radiografia do setor

O estudo, realizado entre julho e setembro de 2025, envolveu 71 instituições financeiras e apresenta um panorama detalhado do setor. Entre os principais pontos, está a concentração geográfica das empresas, com destaque para São Paulo (47%) e Brasília (28%).

No recorte demográfico, o levantamento aponta equilíbrio de gênero, com 48% de mulheres e 51% de homens. No entanto, ainda há desafios em relação à diversidade racial: 62% dos trabalhadores se identificam como brancos, enquanto pretos e pardos somam 34% — percentual inferior ao observado na população brasileira.

A pesquisa também revela um setor predominantemente jovem-adulto, com 76% dos profissionais entre 25 e 44 anos. Já os trabalhadores com 50 anos ou mais representam apenas 9% do total, indicando sub-representação dessa faixa etária.

Modelo de trabalho e salários

Outro destaque é a consolidação do modelo híbrido, adotado por 70% das empresas, refletindo mudanças estruturais no mundo do trabalho após a pandemia. Em relação à remuneração, o estudo mostra grande variação entre os cargos. Na gerência, quase metade dos profissionais recebe acima de R$ 20 mil. Já nas funções de base, como auxiliar e assistente, a maioria ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, evidenciando a desigualdade interna do setor.

Os dados também apontam dificuldades na progressão de carreira: 48% dos trabalhadores não tiveram nenhuma promoção na empresa atual, enquanto apenas 5% registraram mais de três progressões.

Desafios e próximos passos

O levantamento indica que, embora o setor acompanhe tendências como o trabalho híbrido e o equilíbrio de gênero, ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na ampliação da diversidade e na construção de políticas mais consistentes de inclusão.

Para o movimento sindical, o estudo representa uma ferramenta essencial, mas que precisa evoluir. A expectativa é que os próximos levantamentos avancem na profundidade das informações e contem com maior participação da representação dos trabalhadores, fortalecendo as negociações e a luta por melhores condições de trabalho

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