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Campanha Salarial 2026

Funcionários do BB cobram resolução para impactos do Performa

A direção do Banco do Brasil se reuniu com a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) na última sexta-feira (12/8), para debater as cláusulas econômicas, na sexta rodada de negociação específica da campanha nacional 2022. Na mesa, a CEBB cobrou medidas para reverter os impactos do programa “Performa”, a extinção e redução da comissão de caixa de trabalhadores que foram realocados em outras áreas e readequar a ajuda de custo para responder às demandas por transporte de caixas que atendem agências em cidades diferentes.

Quando criou o programa ‘Performa’, em fevereiro de 2020, o BB prometeu que a reestruturação não iria impactar no desenvolvimento da carreira de mérito e nem diminuir as verbas salariais dos funcionários. Mas não foi o que aconteceu.

O banco admitiu mais uma vez que existem situações “que extrapolam” e que há uma área gestora cuidando dos casos levados pelos sindicatos. O problema é que a situação já se arrasta a dois anos e meio e o impacto negativo no holerite desses funcionários ainda não foi solucionado. Isso chama a atenção para a ineficiência da área da empresa que se propôs a resolver a questão.

Outro ponto debatido na reunião foi a decisão unilateral de extinguir a comissão de caixas, promovida por outro programa de reestruturação do banco. O movimento sindical conseguiu, em fevereiro de 2021, uma liminar na Justiça do Trabalho em Brasília que proibiu o banco de reduzir ou retirar gratificações dos caixas e, ainda, obrigou a empresa a manter a gratificação de caixas que atuavam na função há mais de 10 anos. A liminar tem validade até o trânsito em julgado da ação na Justiça.

Os bancários denunciaram que, apesar da liminar, existem casos em que os trabalhadores de caixas estão sendo realocados para outros departamentos e parando de receber a comissão típica da função.

O banco negou que estaria descumprindo a liminar que proíbe reduzir ou retirar gratificações de trabalhadores que foram impactados por reestruturação nos caixas e solicitou que os representantes encaminhem à empresa os casos denunciados para que sejam investigados.

Já sobre a questão da ajuda para deslocamento, os trabalhadores reivindicam que o banco garanta o ressarcimento integral das despesas de translado, ressaltando a situação de caixas que atuam em várias agências e em cidades diferentes. Atualmente o banco se baseia em uma instrução normativa que prevê o pagamento da ajuda de custo para o transporte quando a PSO obriga o funcionário a trabalhar em dois lugares, de forma inesperada e num mesmo dia, além do vale transporte previsto, obviamente, em lei. Entretanto, essa ajuda não pode ser acionada quando o funcionário trabalha uma semana em uma cidade e, em outra cidade, na semana seguinte.

O BB insistiu que o cumprimento da atual instrução normativa sobre o tema já é suficiente.

Demais reivindicações

Outros pontos ressaltados pela CEBB, relativos às Cláusulas Econômicas foram:

Que a promoção da carreira de mérito alcance os egressos dos bancos incorporados;

Pagamento de horas extras e não banco de horas;

Adiantamento de 50% do 13º salário em fevereiro, podendo a parcela ser solicitada nas férias iniciadas em janeiro e fevereiro;

Adicional de insalubridade em caso de risco de vida;

Vale cultura no valor de R$ 217,12, a ser corrigido pelo percentual que corresponde à reposição da inflação.

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