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Mobilização na Caixa em Salvador cobra melhorias

A Caixa acumula uma série de problemas, que além de prejudicar os empregados também atinge os clientes. A falta de funcionários para atender a alta demanda está entre os principais. O mais agravante é que a direção do banco informou que não vai realizar contratações.

Uma análise dos números mostra a gravidade da situação. Em 2015, cerca de 3.200 bancários saíram do banco, por meio do PAA (Plano de Apoio à Aposentadoria) e as vagas não foram repostas.

Neste ano, a Caixa abriu novamente o programa, o que certamente afetará o atendimento nas agências. A expectativa é que 1,5 mil empregados deixem a empresa. O quadro de pessoal que em 2014 era de 101 mil reduziu para pouco mais de 97 mil em 2015 e o banco também descumpre o acordo coletivo que previa a contratação de 2 mil bancários até dezembro passado.

Esse foi um dos motivos para a realização, em todo o Brasil, do Dia Nacional de Luta, nesta quarta-feira (02/03). Em Salvador, os diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia fizeram manifestação nas agências no Centro.

Problemas além das convocações
A carência de pessoal nas agências da Caixa não é o único problema enfrentado pelos empregados. Durante o Dia de Luta, nesta quarta-feira (02/03), os bancários cobraram ainda outras pendências.

O presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, destacou a retomada da Assistência Odontológica e do superávit do Saúde Caixa, que não é repartido entre os funcionários.

Os rumores sobre a reestruturação das GIRETs (Gerências de Filial de Retaguarda) também preocupam e, para piorar, o banco não trata o assunto com transparência.

O PLS (Projeto de Lei do Senado) 555/2015, conhecido como Estatuto das Estatais, também teve espaço nas discussões. O projeto abre as portas para a privatização e coloca não só os programas sociais em risco, como ainda o emprego de milhares de trabalhadores.

SEEB-BA

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