Não avança o debate sobre instrumento de combate ao assédio moral
Mesa de negociação da Comissão Bipartite de Acompanhamento da Cláusula de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, realizada nesta segunda-feira (27), na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), terminou mais uma vez sem respostas positivas às reivindicações dos trabalhadores.
O assédio moral foi o ponto central discutido pela Comissão, que ressaltou a importância da estratificação dos dados de denúncias sobre assédio moral e outros casos de adoecimentos no ambiente de trabalho, requerida pelos representantes dos trabalhadores na última reunião, e a redução do prazo para a solução das denúncias.
A análise das denúncias recebidas pelo movimento sindical aponta para o aumento do adoecimento psicológico da categoria. Mas a falta de justificativa dos bancos em não apresentar a estratificação de dados prejudica o avanço das mesas de negociação.
Os representantes dos trabalhadores entendem que o instrumento vai além de ser um receptor de denúncias e tem como objetivo trabalhar na evolução dos métodos de prevenção de conflitos e melhorias de condições de trabalho. A expectativa é de que na próxima reunião, a ser realizada em 2018, os pontos debatidos possam avançar e que as reivindicações sejam atendidas.
Fonte: Contraf

