Negociação evolui e CEE orienta aprovação do ACT da Caixa
A rodada de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a direção da Caixa, na manhã desta quarta-feira (31/8), evoluiu de forma positiva. Com isso, a CEE orienta pela aceitação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa, nas assembleias que acontecerão na noite desta quarta-feira (31/8).

Na mesa, a Caixa manteve o formato atual para a participação nos lucros e resultados (PLR), além de criar um grupo de trabalho (GT), para discutir, entre outubro e dezembro, a questão do acompanhamento de indicadores e critérios. “É preciso sempre negociar, antes de judicializar. Está mantido o mesmo entendimento que nós tivemos e que vai está no acordo, que é a distribuição de 4% de forma linear para todo mundo. Se a caixa descumprir, com base no que a SEST disser, aí nós vamos voltar a judicializar. Após tentar negociar”, explicou o secretário geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.
Sobre o trabalho remoto, a Caixa concordou com sua adesão total à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que aponta o prazo de implementação até março de 2023. A ajuda de custo também será igual ao que está na CCT (R$ 86,40), nos mesmos critérios. Só para aqueles que estiverem integralmente no teletrabalho.
Entre outros avanços, a Caixa recuou sobre o parcelamento das férias e manteve o acordo atual, de até 10 vezes; abriu a possibilidade de ampliação do horário de refeição de 30 para 60 minutos para os empregados com jornada de 6 horas; manteve o formato atual para a compensação das horas extras, com 100% de pagamento nas agências com até 20 empregados e 50% paga e 50% compensa nas demais, sempre dentro do prazo do mês subsequente. Para quem está no teletrabalho, as horas serão 100% para compensação, dentro do período do mês subsequentes. Não conseguindo compensar, serão pagas integralmente.
A empresa aceitou também a criação de um GT sobre condições de trabalho, que vai tratar de questões sobre PCDs, GDP, caixa, tesoureiro e avaliador minuto e tecnologia da informação, dentre outros. O banco vai atualizar ainda os valores para a cláusula para sinistro e assaltos, além de manter o empréstimo emergencial em caso de acidentes climático nas mesmas condições, alterando apenas o nome para adiantamento.
Sobre o cheque especial, o acordo muda a faixa 4 para 5, o que mais benéfico para os empregados; mantém a isenção de tarifas bancárias nas contas salários e proventos, o que atinge pessoal da ativa e aposentados. Mantém também a redação atual em relação da CIPA, além de garantir a conversão em espécie de até 30 dias de licença prêmio e APIP, imediatamente após a assinatura do acordo.
A Caixa vai seguir também a CCT nas questões sobre reajuste e PLR. Sobre os vales alimentação e refeição, além do constante na CCT, fica mantido os 22 tíquetes diários, como está no ACT da Caixa.
“Diante do indicativo do Comando Nacional para aprovação da CCT, acredito que devemos seguir também com a aprovação do ACT específico da Caixa. Afinal, conseguimos manter todos os direitos que tínhamos e avançamos com o GT sobre condições de trabalho”, orientou Emanoel Souza, que integra a CEE Caixa.

