Menu
Campanha Salarial 2026

Nota do Seeb Sergipe sobre a exposição dos funcionários da Caixa

Para denunciar a exposição pela qual passa os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal, no atendimento presencial dos clientes nos bancos durante a pandemia do Convid-19, em especial na Caixa Econômica Federal, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) enviou à Defensoria Púbica uma Nota Pública demostrando muita preocupação com a vida dos bancários e bancárias e da população usuária do banco. Veja abaixo a Nota Pública do SEEB/SE:

O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DE SERGIPE (SEEB/SE) ciente das constantes filas formadas nas portas das agências e cobranças efetuadas aos bancários pela sociedade, inclusive pelos órgãos públicos, dentre os quais Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

Para enfrentamento do estado de calamidade pública, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020, decorrente da PANEMIA COVID-19, foram estabelecidas diversas normas legais, dentre as quais está a Lei Federal 13.979/2020, os frequentes Decretos Estadual e Municipal, além das Medidas Provisórias, todas, apontando a necessidade de isolamento social para conter o contágio desse vírus, que já atingiu o nível de contágio comunitário.

Ocorre que, as atividades bancárias são tidas como atividades essenciais e por isso permanecem ativas desde o início do isolamento social, com algumas mudanças na rotina de trabalho, a exemplo de trabalho home office, rodízio de empregados nas agências, uso de álcool gel e máscaras para atendimento presencial dos clientes.

É público e notório que os cidadãos sergipanos, a exemplo da maioria dos brasileiros, continuam comparecendo às agências bancárias buscando atendimento presencial, ainda que não seja necessário. Situação agravada em razão do pagamento dos auxílios emergenciais criados pelo Governo Federal, formando aglomerações frequentes nas portas das agências.

Sendo assim, após solicitação da Caixa Econômica Federal (CEF), a Polícia Federal autorizou, excepcionalmente, a utilização de vigilantes nos limites externos das agências bancárias, objetivando-se a preservação da segurança da população que necessita receber o benefício financeiro, bem como a saúde pública dessas pessoas e dos trabalhadores.

Ocorre que, na tentativa de, talvez, resolver um problema (diminuir as filas/aglomerações regulares na porta das agências), a CEF acaba criando UM PROBLEMA AINDA MAIOR ao determinar ampliação do horário de atendimento ao público bem como que esse atendimento seja feito ainda na fila do lado de fora das agências, qual seja: maior exposição de seus empregados ao contágio, especialmente.

Os empregados da Caixa Econômica Federal estão sendo os verdadeiros heróis. Assim como o pessoal da área de saúde, têm lidado todos os dias com multidões que ao contrário dos que chegam nos hospitais, aglomeram-se na frente das agências e nas ruas em torno dos bancos. Bancários e bancárias não recebem adicional de insalubridade, a Caixa não distribuiu luvas e máscaras adequadas como os profissionais de saúde usam. Esses bancários (as) estão deixando suas famílias e expondo suas vidas ao risco de morte, trabalhando além do horário e aos sábados e feriados, os dias em que mereciam descanso para cuidar da saúde física e mental.

Bancários e bancárias também são humanos, sujeitos ao adoecimento e quando começarem a testar positivo ao coronavírus, as agências precisarão ser fechadas. Esses trabalhadores também têm medo dessas multidões e não faz parte de suas atividades cuidar do que acontece fora da agência. A rua é responsabilidade do Município, do Estado, da União, que possuem Guarda municipal, Polícia Militar, Exército para justamente esse tipo de situação (pessoas que sabem lidar com aglomerações, que possuem treinamento para conter tumultos). O pagamento do auxílio emergencial é política pública e como tal deve ser tratado, não sendo justo nem necessário que os bancários e bancárias – categoria explorada e exposta ao risco – saiam dos seus postos de trabalho para conter as filas do lado de fora das agências.

Diante do descaso dos entes estatais responsáveis pela segurança, conclui destacando que o Sindicato dos Bancários de Sergipe, preocupado com a saúde da categoria, tem cobrado das autoridades e dos bancos públicos e privados que adotem medidas que garantam a Saúde, e a integridade física de todos os envolvidos neste processo de pagamento do auxílio emergencial, contra a PANDEMIA DO COVID-19, sem o comprometimento ainda maior dos verdadeiros heróis, nem adicional de risco, nem Equipamento de Proteção Individual seguro.

Por fim, ressalta a responsabilidade de quem lucra diretamente com a continuidade do sistema financeiro - os Bancos - nas medidas como disponibilização de máscaras e álcool gel para os consumidores; fiscalização do distanciamento social na fila e durante o atendimento bancário, o que pode ser feito através de segurança privada para garantir a ordem na porta das agências, poupando a vida dos bancários e permitindo que não se chegue ao ponto de paralisação do serviço, quando a contaminação atingir o local de trabalho.

O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) permanece atento e aguarda respostas efetivas.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Sergipe.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar