Paralisação continua com força total
A
greve dos bancários entra na terceira semana sem proposta da Fenaban
(Federação Nacional dos Bancos). Pior, os bancos se calaram e sequer
marcam uma rodada de negociação. O fato demonstra o total descaso com os
bancários e também com a população.
Todos sabem que o silêncio da Fenaban tem o objetivo de desgastar o movimento, que conta com o apoio do povo, e vem crescendo a cada dia. Até quinta-feira, bancários de todo o país, fecharam 8.758 agências. Na Bahia, a paralisação segue forte e o Sindicato vem realizando uma série de protestos contra o desrespeito dos banqueiros.
Assembleias de avaliação do movimento também são feitas com freqüência. Inclusive, na segunda-feira (10/10), às 18h, no Ginásio de Esportes, Aflitos, a categoria volta a se reunir em assembleia para discutir as estratégias para a semana. É fundamental a participação dos bancários, pois só com pressão a Fenaban e o governo vão sentar para negociar.
Após cinco negociações intensas, os bancos apresentaram uma proposta de reajuste rebaixada, com apenas 0,56% de aumento real, e diferente do que noticiou um telejornal de veiculação nacional na quinta-feira (06/10), as demais reivindicações foram todas negadas, até as de interesse da sociedade brasileira, como segurança e aumento das contratações.
Plantão
Durante
esta semana, o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido de plantão
à espera de uma nova negociação, mas os banqueiros não se manifestaram.
Preferem utilizar a grande mídia para desgastar a greve. Uma carta,
inclusive, foi enviada à Fenaban cobrando a retomada das negociações e,
mais uma vez, nada.

