Profissionais da Caixa de várias partes do País fazem manifestações em Brasília
Bancários da carreira profissional da Caixa Econômica Federal de diversas partes do Brasil, em greve há mais de duas semanas, reforçaram o movimento nessa quarta-feira (13) com uma série de atos e protestos em Brasília, sob a coordenação do Comando Nacional e com o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília. O objetivo é forçar a Caixa a apresentar uma proposta de revisão da atual estrutura da carreira profissional que atenda as reivindicações dos empregados.
Profissionais dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de Brasília, participaram da mobilização, que teve início no final da manhã com um ato em frente à Matriz I do banco, seguido de um almoço coletivo no local. De lá, os manifestantes foram até o Congresso Nacional, onde foi realizado novo protesto - que contou com o apoio dos funcionários dos Correios, também em manifestação -, e parte do comando nacional manteve encontros com parlamentares, entre senadores e deputados, para tratar da situação dos profissionais da Caixa.
A mobilização foi encerrada com um ato em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está despachando por conta de reforma no Palácio do Planalto. Um representante do governo recebeu os bancários e ficou agendada com ele nova reunião nesta quinta para a apresentação formal da pauta de reivindicações dos trabalhadores.
Os profissionais do quadro de empregados da carreira profissional da Caixa, a maioria advogados, engenheiros e arquitetos, estão de braços cruzados por tempo indeterminado em resposta à proposta rebaixada apresentada pela direção do banco para a nova tabela de seu Plano de Cargos e Salários (PCS).
Dissídio
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para o dia 20 audiência de conciliação a respeito do dissídio de greve ajuizado pela Caixa por conta da paralisação dos empregados da carreira profissional. O tribunal negou uma liminar solicitada pela Caixa pedindo a suspensão da greve antes do julgamento do dissídio.
SEEB-Brasília

