Reunião no Procon de Feira alerta para o cumprimento da lei do tempo de espera
O Procon (Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) de Feira de Santana promoveu uma reunião no último dia 14, no auditório da Secretaria da Fazenda, para discutir o atendimento bancário na cidade. Participaram do encontro representantes do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Bradesco, Santander, HSBC, Caixa, Banco do Nordeste e Banco do Brasil.

A superintendente do Procon Suzana Mendes alertou sobre a nova Lei de tempo de espera no atendimento nas agências bancárias, que é de 25 minutos em carteiras e de 15 minutos na fila de caixa. Essa nova Lei suprime a anterior que tinha uma liminar impedindo o órgão de interditar uma agência no caso de reincidência no descumprimento da legislação.
Na reunião, o Sindicato associou a precarização no atendimento à redução dos postos de trabalho, com os bancos mantendo uma quantidade de trabalhadores muito abaixo do necessário para atender o expressivo número de correntistas na cidade (aproximadamente 380 mil) e também os usuários. Denunciou também outras práticas que desrespeitam a Lei do Consumidor, a exemplo da recusa no recebimento de títulos dentro do vencimento; triagem nas portas giratórias para impedir o acesso do cliente ao interior das agências; transformação de benefícios em conta corrente sem a anuência dos beneficiários, com ameaças de terem seus benefícios suspensos caso não aceitem a transformação; falta de condições para atendimento preferenciais (gestantes, idosos e deficientes).
Outro tema debatido foi o cumprimento da nova Lei que obriga os bancos a substituírem o papel térmico (que apagam facilmente), por material que durem em média 5 anos, e que a partir do dia 23 de agosto, o órgão poderá aplicar multas e até interditar a unidade, em caso de descumprimento. Os bancos pediram um prazo para adequarem o maquinário à utilização do novo papel.
Por fim os presentes falaram sobre a redução no horário de atendimento para apenas 5 horas iniciado pela Caixa Econômica e que está sendo seguido pelo Banco do Brasil, quando a maioria se mostrou contrária a essa medida, entendendo que isso trará ainda mais prejuízos para a população como também para os funcionários que terão um menor prazo para atender a demanda. Para Sandra Freitas, presidente do sindicato, isto aumentará ainda mais o adoecimento da categoria.
Ao final do encontro, o Procon sugeriu que os bancos apresentassem suas dificuldades solicitando um prazo razoável para a adequação.
Fonte: SEEB/FS

