Santander lucra R$ 7,2 bi em nove meses
O Santander informou nesta quinta-feira (26/10), que obteve o lucro líquido recorrente de R$ 2,729 bilhões no terceiro trimestre de 2023. O resultada representa um aumento de 18,2% em relação ao segundo trimestre e uma queda de 12,6%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos primeiros nove meses do ano, o lucro acumulado chega a R$ 7,2 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido do Santander Brasil caiu 2,5 pontos porcentuais em um ano, para 13,1%. Em relação ao segundo trimestre deste ano, houve alta 1,9 %. As receitas do banco com serviços aumentaram 8,2% em 12 meses, para R$ 5,123 bilhões.
A margem financeira bruta do banco, que reflete os ganhos com operações que rendem juros, foi de R$ 13,413 bilhões, alta de 6,5% em um ano, graças à expansão da margem com clientes e da melhoria dos resultados da tesouraria. Em um trimestre, houve queda de 1,2%.
O lucro obtido até setembro na unidade brasileira do banco representou 17,5% do lucro global do Santander, que foi de € 8,143 bilhões, com alta de 11,3% em doze meses.
“O Santander Brasil teve um lucro altíssimo de R$ 7,2 bilhões em nove meses. E esse lucro poderia ser ainda maior, mas o banco, mesmo com uma taxa de inadimplência de apenas 3% e em queda, optou por aumentar a provisão para créditos de liquidação duvidosa, a chamada PDD. E isso impacta negativamente no resultado”, explicou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa Queirós. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o Santander aumentou 23,8% a provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD).
Apesar do ótimo resultado, o banco mantém a política de demitir, terceirizar e precarizar as condições de trabalho dos bancários, além de prejudicar o atendimento aos clientes com estas medidas.

