Seeb Bahia denuncia insegurança no Santander
Para denunciar o desrespeito do Santander com a segurança dos funcionários e dos clientes, o Sindicato dos Bancários da Bahia realizou uma manifestação na agência do Pituba Parque Center, em Salvador, nesta quarta-feira (29/01). De forma unilateral, o banco espanhol tem tirado as portas giratórias das unidades.

Com a retirada, a empresa descumpre a lei municipal nº 4759/1993, que determina a instalação dos equipamentos nas unidades e nos postos de serviços bancários. O Sindicato da Bahia tem tomado medidas judiciais para que o Santander cumpra a lei e deixe de expor os correntistas e bancários.
Durante o ato, os diretores do Sindicato e da Federação da Bahia e Sergipe também alertaram sobre a prática de assédio do Santander. O banco tem forçado o bancário a fazer doação de 1% da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para uma instituição de caridade.
"Consideramos que isto pode ser utilizado no futuro para que os trabalhadores sejam compelidos a não contribuir com o Sindicato em detrimento desta doação", destaca o presidente do SBBA, Augusto Vasconcelos.
Mobilização contra mudança do horário
A manifestação, realizada na manhã desta quarta-feira (29/01), também teve como foco a sobrecarga de trabalho, ampliada em decorrência do aumento do horário de atendimento. A agência localizada no Pituba Parque Center, por exemplo, está funcionando das 10h às 18h. A medida compromete o trabalho dos funcionários, pois não houve contratação de nenhum novo trabalhador.
Em razão das metas cada vez mais abusivas e a falta de bancários para atender a demanda, foi destacado o aumento no índice de adoecimento dos empregados. O Santander Brasil foi responsável por 29% do lucro global obtido pela empresa no período, que foi de € 6,179 milhões, com crescimento de 3% em um ano, superando o da matriz, na Espanha. "O banco precisa respeitar os bancários e bancárias brasileiras”, reforçou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos.
A atividade do bancário não é só atendimento é também de retaguarda, como o abastecimento de sistemas, prospecção de novos clientes e questões de conformidades em relação a contratos. Ou seja, mesmo com a agência fechada para atendimento ao público, o empregado continua trabalhando, sendo exposto a um risco maior, já que a unidade não possui porta giratória.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

