Menu
Campanha Salarial 2026

Sem aviso, Cassi altera regras de reembolso para deficientes

A atual gestão da Cassi deu mais uma demonstração de desrespeito aos interesses dos associados. Sem nenhum debate, aviso prévio ou publicidade, alterou as regras para reembolso de escolas especiais a pessoas com deficiência.

A situação foi denunciada por uma associada, que tem uma filha com deficiência grau 3 e teve seu pedido de reembolso negado pela Cassi. O que foi informado a ela pela Cassi, é que as regras mudaram e partir deste ano, apenas as pessoas com grau 4 de deficiência terão direito ao reembolso. Um absurdo!

Lançado em dezembro de 2005, o Programa de Atenção à Pessoa com Deficiência da Cassi, ou “Programa Bem Viver”, foi uma construção tripartite, entre o Banco do Brasil, Cassi e Apabb [Associação de Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Deficiências dos Funcionários do Banco do Brasil] e reconhecido em todos os fóruns do programa de assistência à pessoa com deficiência. O objetivo do Bem Viver é promover o acesso da pessoa com deficiência ao atendimento de saúde, na perspectiva de autonomia e inclusão social. Acabar com um dos seus princípios é um ataque direto e covarde à solidariedade existente entre os associados da Cassi.

Nas votações para o Estatuto da Cassi, em 2007, os associados aprovaram a isenção de coparticipação, além do acesso às terapias seriadas sem limite de atendimento, para os associados e seus dependentes com algum grau de deficiência.

A Cassi divide em quatro os graus de dependência, do 1 (menor) ao 4 (maior). Os tipos de dificuldades variam entre visual, motor, auditivo, mental/intelectual e múltiplos, subdivididos ainda nas intensidades leve, moderada ou grave. O responsável por determinar em qual grau o associado ou dependente com deficiência se encaixa é o médico da equipe Estratégia Saúde da Família (ESF).

Para o coordenador da CEBB, João Fukunaga, a alteração das regras de reembolso no Programa Bem Viver, sem publicidade alguma, é mais um sinal do desmonte que a atual direção da Cassi vem promovendo. “Ao longo dos últimos anos estamos recolhendo diversas denúncias de participantes que não receberam o devido tratamento na Cassi. Os atuais diretores e conselheiros apontam uma preocupação exagerada com a contenção de gastos, como se a entidade, que é dos trabalhadores do BB, fosse semelhante aos planos de saúde do mercado. Visão que viola o princípio de solidariedade e isonomia que fizeram da Cassi o maior plano de autogestão do país”, observa.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar