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Campanha Salarial 2026

Sindicato da Bahia promove ato contra reestruturação na Caixa

A insatisfação por conta dos desrespeitos da Caixa é geral. A direção da empresa tem tomado medidas muito abusivas. A exemplo da reestruturação, que extingue setores, remaneja funcionários e ainda reduz salários. Os empregados têm ampliado as mobilizações para cobrar respeito.

Nesta quinta-feira (24/03), Dia Nacional de Luta, os bancários participaram de uma grande manifestação no edifício 2 de Julho, Paralela. O Sindicato da Bahia comandou as mobilizações.

As incertezas geradas pela falta de clareza da presidenta do banco, Miriam Belchior, que com a desculpa de melhorar a eficiência da empresa acaba com setores e promove descomissionamentos, causam angústia e revolta. "Além de perder a função, o pessoal está perdendo o rumo por não saber para onde vai", diz indignado o bancário Ricardo Almeida, 52 anos.

Mesma sensação de Clarice Araújo. "A reestruturação me assustou, porque desrespeita as pessoas. Não leva em consideração as opiniões", critica. É importante lembrar que a Caixa até hoje não conversou sobre os desdobramentos da reestruturação.

Para pressionar o diálogo, o Comando Nacional dos Bancários protocolou ofício à direção do banco para solicitar audiência com a presidenta Miriam Belchior e pedir a suspensão imediata do processo.

Ações continuam fortes

Os empregados da Caixa intensificam as mobilizações até que a instituição financeira entenda finalmente que uma maior eficiência deve acontecer a partir da valorização e de contratações e não com processos desrespeitosos, como a reestruturação.

O presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, avisou, em ato nesta quinta-feira (24/03), que a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) vai se reunir na próxima quarta-feira (30/03) para definir novas manifestações.

"Não vamos aceitar que a busca de uma maior eficiência venha com diminuição de remuneração, a partir de extinção de cargos comissionados e também com extinção de setores", finalizou Augusto.

Em âmbito jurídico, o Sindicato da Bahia também já toma providências e deve entrar no início da semana que vem com uma ação semelhante à impetrada em Brasília para a suspensão da reestruturação.

SEEB-BA

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