Sindicato de Conquista avalia primeiro dia de greve

Na avaliação do Sindicato dos Bancários, essa é uma das greves mais fortes dos últimos anos. " A adesão é de 100% e, na deflagração, 24 estados e o Distrito Federal saíram juntos para o movimento paredista", avalia Eduardo Moraes, Diretor de Imprensa.
Bancários avaliam primeiro dia de greve
Jornan - Bradesco
Eu avalio de maneira positiva, pois tivemos a adesão de quase 100% da categoria aqui de Conquista .A tendência é aumentar e fortalecer o movimento, principalmente nas cidades menores.
Carlos Alberto - Itaú
Foi um primeiro dia muito bom. Tivemos 100% das agências fechadas tanto pela parte da manhã, quanto pela tarde. Nossas duas agências foram fechadas. Esperamos que amanhã a categoria esteja toda mobilizada para arrancarmos um reajuste digno. 4,29% não tem bancário que aguente.
Rocha - Mercantil
Eu vejo esse primeiro dia de greve com bons olhos. No Banco Mercantil, por exemplo, a adesão foi de 100% e temos conhecimento que em outras agências a situação é a mesma. E é isso que nós estamos esperando da classe bancária. Que venham para as ruas e lutem pelos seus direitos.
Deraldo - Banco do Brasil
Esse primeiro dia de greve, diferentemente dos outros anos, teve uma adesão maior. Surpreendentemente o Bradesco, que sempre nos deu mais trabalho, não tem mostrado, até o momento, a mesma resistência dos anos anteriores. Para um primeiro dia de greve, a adesão foi satisfatória. Agora, a categoria tem que continuar mobilizada para os próximos dias.
Banqueiros querem a greve
Patrões mantêm o silêncio
"A greve dos bancários é fruto exclusivo da intransigência dos banqueiros. Até o momento, eles não se manifestaram para reverter o quadro e o movimento deve crescer ainda mais", essa foi a avaliação do presidente do Sindicato dos Bancários, Delson Coêlho em diferentes atos realizados hoje em frente aos bancos de Vitória da Conquistas.
O Diretor do Sindicato explicou à população que a negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi iniciada desde 11 de agosto com a entrega da pauta de reivindicações aos banqueiros. Após cinco rodadas de discussões, nenhuma das cláusulas da minuta foi atendida.
A principal reivindicação da categoria é o reajuste salarial de 11%, mas no último dia 22 os banqueiros apresentaram apenas 4,29% como proposta.
População vinha sendo alertada
Desde que as negociações foram iniciadas, o movimento sindical tem realizado Dias Nacionais de Luta para alertar a população quanto à postura dos banqueiros. A expectativa da categoria era a de que a Federação Nacional dos Bancos mostrasse mais disposição e flexibilidade para as reivindicações apresentadas. "O que percebemos ao longo de todas as negociações foi uma postura de enrolação. Apesar de comemorarem os maiores lucros da economia, nenhum banqueiro tem interesse de repartir esse bolo", explica Wilton Novaes, diretor do Sindicato.

