Sindicato de Itabuna realiza manifestação contra demissões no HSBC
O HSBC tem deixado os funcionários em apreensão. Não é para menos. Em menos de 24 horas, mais de 400 empregados foram demitidos em todo o país. Na Bahia, pelo menos, 20 bancários foram dispensados até terça-feira (11/11), 12 em Salvador, quatro no Sul do Estado, um em Camaçari, um em Itabuna, um em Vitória da Conquista e outro em Juazeiro. Há boatos de que o número pode aumentar e chegar a 800 em todo o país.
O Sindicato dos Bancários da Bahia está em ação desde o início do processo de demissão, na quinta-feira passada. Os departamentos Jurídico e de Saúde analisam cada caso ocorrido na base para tomar as providências legais. Um advogado da entidade cuida da situação.
Paralelamente, os diretores realizam diversas atividades, como a manifestação, na terça-feira (11/11), no Suarez Trade, prédio da Superintendência Regional do banco inglês. O diretor do Sindicato, Élder Perez, chama atenção da sociedade para os problemas criados com os desligamentos. “Quando se demite um trabalhador, se coloca toda uma família para fora, desestruturando aquele grupo. Por isso, esta é uma luta conjunta, entre os bancários e a população” declara.
O diretor alerta que os funcionários que, por ventura, forem surpreendidos com a dispensa devem procurar o Sindicato para que todas as medidas sejam tomadas. Além da capital, outros municípios da Bahia realizaram manifestações na terça-feira (11/11).
Em Itabuna, diretores do Sindicato e da Federação dos Bancários estiveram na agência do HSBC na manhã desta quarta-feira (12/11) e conversaram com os colegas que estão apreensivos com as demissões que vem ocorrendo. Uma funcionária com mais de dez anos dedicados à empresa foi dispensada ontem sumariamente, sem maiores explicações.
Após manifestação no interior da agência, diretores do Sindicato e da Federação realizaram ato de protesto na porta da agência chamando atenção dos clientes para a falta de responsabilidade social do HSBC.
“O HSBC tem que dar explicações sobre esta pratica criminosa de demitir em massa seus funcionários. No entanto, o banco não agenda reunião com os sindicatos e nem recebe a imprensa para explicar tamanha arbitrariedade contra os trabalhadores, seus familiares e a clientela em geral”, denuncia Luis Sena, diretor do Sindicato.
SEEB-Itabuna




