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Todo tipo de assédio deve ser denunciado

As denúncias de assédio moral e sexual contra o ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães continuam repercutindo na sociedade. Em manifestação nas agências em Salvador nesta terça-feira (5/7), Dia Nacional de Luta contra o assédio, o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, falou sobre a importância da punição exemplar das pessoas que praticam o assédio.

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“Apenas um terço dos casos de assédio moral que chegam na esfera pública federal é apurado e tem consequência. Ou seja, dois terços não dão em nada. Isso gera um sentimento favorável aos assediadores, pois sabem que farão as coisas e não serão punidos. Foi isso que aconteceu na Caixa. Pedro Guimarães foi gestor do Santander e praticou assédio lá. Então, era uma prática antiga. No entanto, na iniciativa privada as pessoas têm medo de denunciar e serem elas as punidas, através da demissão. Este ciclo foi rompido na Caixa com a denúncia inicial de cinco funcionárias”.

Para Neto, Guimarães montou na Caixa um método organizado e hierarquizado para assediar os funcionários. “Para ele, o crime estava compensando, já que praticava o assédio há bastante tempo e não era punido. Com isso, ele continuava assediando”.

A melhor forma de acabar com o assédio é a denúncia. A Federação manifesta solidariedade total às vítimas e orienta que os bancários denunciem qualquer forma de assédio que sofrer. Os sindicatos estão à disposição para acolher e orientar sobre as medidas necessárias para a apuração das denúncias.

 

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