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Campanha Salarial 2026

Violência no mundo do trabalho é denunciada na Campanha 16 Dias de Ativismo em Sergipe

Em mais de 159 países do planeta, a partir do dia 25 de novembro, começa a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Os 16 Dias de Ativismo vão até o dia 10 de dezembro.
No Brasil, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vai massificar as denúncias relacionadas à violência da mulher no mundo do trabalho. A secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira afirma que durante a campanha, as centrais sindicais, sindicatos e movimentos de mulheres "devem redobrar os esforços para participar da agenda de atividades em cada localidade, ajudando a prevenir e combater a violência de gênero", destaca Ivânia Pereira.

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Violência no trabalho

Ivânia Pereira participou do Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais, realizado este mês em São Paulo. Por decisão unânime do fórum, este ano as centrais sindicais abordarão a violência contra a mulher no mundo do trabalho. Segundo a diretora nacional da CTB, a realidade como homens e mulheres se inserem no mercado formal de trabalho precisa ser desvendada, para dar mais visibilidade à luta de combate à opressão contra a mulher. "A segmentação do mercado de trabalho por gênero, que muito interessa ao capital no sentido da preservação do seu sistema de dominação, se apropriando das relações desiguais de gênero para intensificar a exploração das mulheres no espaço produtivo e reprodutivo".


"A história das mulheres no mundo do trabalho remete a relações de opressão e discriminação que as coloca nas condições de desigualdades em todas as esferas da vida social, econômica, política e familiar", destaca a feminista. "Os índices de violência contra as mulheres são alarmantes, nossa jornada de trabalho é cada vez maior, recebemos em média 30% a menos do que os homens, continuamos sendo as maiores responsáveis pela casa, pela família, pelo cuidado e educação dos filhos, além de ainda estarmos sub representadas nos espaços de poder e decisão", informa Ivânia Pereira.

Ivânia Pereira sustenta que no mundo, a cada cinco dias de falta da mulher ao trabalho, um é decorrente de violência sofrida no lar. "Ações de prevenção é a prioridade, neste sentido jogará papel a atuação das entidades do movimento de mulheres, social e sindical na fiscalização e apoio as iniciativas que ajudem a fazer esse enfrentamento", defende.

A dirigente da CTB também parabenizou as iniciativas do governo federal com o programa "Mulher, viver sem violência"; o anúncio do investimento de 265 milhões para enfrentar a violência contra a mulher, que inclui a Casa da Mulher Brasileira, ampliação Disque Denúncia 180, melhorias na Atenção Básica, na ampliação do acesso das mulheres à Justiça e serviços nas fronteiras.

Saiba Mais
A campanha foi criada em 1991, por 23 feministas de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), localizado nos EUA. A mobilização educativa e de massa tomou corpo e ampliou a luta pela erradicação desse tipo de violência e pela garantia dos direitos humanos das mulheres.


Mundialmente, a campanha começa no dia 25 de novembro, Dia Internacional Pela Não Violência contra as Mulheres e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a Campanha tem início no dia 20 de novembro Dia Nacional da Consciência Negra, com o objetivo de destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras

Por Déa Jacobina SEEB/SE

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