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25 de novembro: Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher

O último sábado, 25 de novembro, foi marcado pelo Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. De acordo com o Ministério da Saúde, 47 mil brasileiras foram vítimas de feminicídio nos últimos dez anos. Dentre estas, 74% são pretas ou pardas.

De 2005 a 2015, o número de casos aumentou em 103%, segundo o Atlas da Violência divulgado neste ano pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea). O mapa da violência do Ipea aponta que, no Norte e Nordeste do país, Rondônia tem um dos mais altos índices de assassinatos de mulheres, perdendo apenas para o Maranhão e Sergipe.

De acordo com a Fundação Perseu Abramo, em números gerais, com dados divulgados em 2010, o Brasil registra a média de cinco espancamentos a cada 2 minutos. O 9º Anuário da Segurança Pública, de 2015, aponta um estupro a cada 11 minutos. O próprio Ipea, em 2013, afirmou que há um feminicídio a cada 90 minutos no país.

Os movimentos sociais e feministas têm se organizado para levar as discussões e se aproximar das mulheres vítimas da violência. Com plenárias ampliadas de participação coletiva e diálogo nas escolas, o objetivo é fortalecer a autonomia das mulheres. Muitas não conseguem identificar que vivem situações de violência, porque a agressão não é só física – pode também ser psicológica, financeira.

Num ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países, o Brasil ficou na posição 124. Vão se passar 80 anos para que elas ganhem o mesmo que eles. Igualdade de salários só em 2095. As brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens (IBGE). Apenas 5% de cargos de chefia e CEO de empresas são ocupados por mulheres (OIT). Em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho (OIT).

Onde tudo começou

No dia 25 de novembro de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três combatiam fortemente aquela ditadura e pagaram com a própria vida. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício, estrangulados, com os ossos quebrados. As mortes repercutiram, causando grande comoção no país. Pouco tempo depois, o ditador foi assassinado.

Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”. Ou seja, durante um dia no ano, incitam-se reflexões sobre a situação de violência em que vive considerável parte das mulheres em todo o mundo.

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