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Alta Programada no INSS é um desrespeito ao trabalhador

Reportagem especial do Fantástico do último domingo (20) mostrou o drama que tem afetado milhares de brasileiros com problemas graves de saúde, mas não conseguem receber o auxílio-doença em decorrência da mudança nas regras do auxílio-doença do INSS, que em 2005 criou a ‘Alta Programada’.

Há cinco anos o trabalhador já sai da perícia médica com um prazo determinado para voltar ao trabalho. É como se o médico perito tivesse nas mãos uma bola de cristal que informasse, com certeza, o dia em que o trabalhador vai estar curado da doença a qual lhe deu o direito de receber o benefício.


Quando não consegue se recuperar nesse prazo, o trabalhador tem o corte automático do benefício e é obrigado a percorrer uma verdadeira via-crúcis para continuar recebendo o auxílio-doença. Muitas vezes, não consegue marcar nova perícia antes de o prazo vencer. E quando tenta voltar à empresa não é aceito, por ainda ser considerado doente. Ou seja, fica sem benefício e sem salário.


A partir da alta programada, quem tem que comprovar que está doente é o trabalhador e não o INSS como era antigamente. É desumano para uma pessoa que adquiriu o direito, através do seu trabalho, mas, quando precisa utilizar o benefício, passa por esse tipo de humilhação.


Infelizmente, o governo do presidente Lula capitulou em vários pontos da questão previdenciária. Fator previdenciário e alta programada estão entre os principais. Vários sindicatos país afora já ingressaram com ações na Justiça contra esse absurdo do INSS. O Sindicato dos Bancários de Sergipe também desenvolverá ações contra essa medida nefasta da Previdência Social. Abaixo a 'bola de cristal'!



fonte: Edivânia Freire - Seeb/SE

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