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Ambientalistas pedem que bancos não financiem plantações de eucalipto

Um relatório produzido pela entidade de ambientalistas denominada Bank Track traz a discussão sobre a falta de compromisso de boa parte das instituições financeiras mundiais com um desenvolvimento sustentável. O Bank Track pede que esses organismos parem de investir em empresas como a Aracruz Celulose. A companhia é uma das maiores do mundo no ramo de celulose. Ela administra uma área de quase 400 mil hectares de plantações de eucalipto e é criticada por agredir povos indígenas, comunidades rurais e quilombolas.

O Bank Track mostra como a Aracruz é responsável pela destruição da Mata Atlântica para suas plantações nos anos 70 e hoje faz pesquisa para plantação de árvores geneticamente modificadas.

A companhia também foi recentemente multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por plantar árvores em áreas de proteção ambiental, situadas no sul do estado da Bahia. O valor da punição supera R$ 600 mil.

Segundo o relatório, os principais acionistas da Aracruz são os grupos brasileiros Safra e Votorantim, o grupo norueguês Lorentzen e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O BNDES é o organismo brasileiro que mais chama a atenção por sua ação aparentemente contraditória. Apesar de ser público, o banco age como instituição privada investindo em grandes empresas do agronegócio. No final de 2006, a instituição investiu mais de R$ 600 milhões na Aracruz Celulose e na Votorantim.

*www.radioagencianp.com.br 
12/08/2008

Fonte: www.radioagencianp.com.br

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