Apenas o Pará escapou da queda industrial em 2016
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (7/2), a produção industrial concluiu 2016 acumulando uma queda generalizada entre as regiões: 14 dos 15 locais analisados perderam produção no ano.
Durante o mês de dezembro, a produção industrial cresceu em dez dos 14 locais pesquisados em relação a novembro. Também em dezembro, a produção da indústria avançou 2,3% ante novembro, feitos os ajustes sazonais.
Percentualmente, o maior crescimento no mês foi registrado no Ceará, que aumentou a produção ante novembro em 12,4%. Em São Paulo, porém, a atividade caiu 1,5%. A indústria paulista reverteu o ganho de novembro, quando subiu 1,4%.
Apresentaram resultado melhor que a média nacional o Rio Grande do Sul (6,3%), Espírito Santo (5,1%), Região Nordeste (4,9%) e Santa Catarina (3,6%). Avançou também a produção de Minas Gerais (2,3%), Goiás (1,4%), Bahia (1,4%), Paraná (0,8%) e Pernambuco (0,6%).
Além de São Paulo, Amazonas (-2,0%), Rio de Janeiro (-0,9%) e Pará (-0,7%) ficaram no negativo, na série com ajuste sazonal.
No acumulado de 2016, quando a produção nacional recuou 6,6%, a queda foi generalizada: Espírito Santo (-18,8%), Amazonas (-10,8%), Pernambuco (-9,5%) e Goiás (-6,7%), Minas Gerais (-6,2%), São Paulo (-5,5%), Ceará (-5,2%), Bahia (-5,2%), Paraná (-4,3%), Rio de Janeiro (-4,1%), Rio Grande do Sul (-3,8%), Santa Catarina (-3,3%), Região Nordeste (-3,1%) e Mato Grosso (-1,1%).
Apenas o Pará, que cresceu 9,5% ante 2015, assinalou o único avanço no índice acumulado no ano.
Na comparação com dezembro de 2015, a indústria recuou 0,1%, com seis dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Os maiores tombos foram Bahia (-9,3%) e Goiás (-9,0%). Mato Grosso (-2,3%), Região Nordeste (-0,8%), São Paulo (-0,6%) e Rio de Janeiro (-0,4%) também registraram taxas negativas nesse mês.
Por outro lado, Pará (10,1%) apontou o avanço mais elevado em dezembro de 2016. Os demais resultados positivos foram observados no Paraná (6,5%), Santa Catarina (6,3%), Pernambuco (5,6%), Ceará (3,4%), Rio Grande do Sul (3,3%), Amazonas (3,0%), Minas Gerais (2,2%) e Espírito Santo (2,1%).

