Audiência pública debate contribuição do FGTS para políticas públicas
Representantes da Fenae e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) expuseram em audiência pública no Senado Federal, em Brasília (DF), sua preocupação com a falta de política governamental para fomentar melhorias na remuneração das contas do FGTS.
Uma das críticas apontadas na audiência que ocorreu na última quinta-feira (4/5), foi que há anos, a rentabilidade do FGTS recebida pelos trabalhadores vem perdendo para a inflação e para outros investimentos, inclusive a poupança.
Outra preocupação foi com o equilíbrio financeiro do fundo, que vem arrecadando cada vez menos em razão da taxa de desemprego crescente, diante das várias emendas visando permitir novos saques.
A MP 763 abre janelas para que os recursos saiam, embora seja importante que também entre dinheiro. É preciso ter política pública voltada para o crescimento do emprego, porque é uma sustentabilidade do fundo.
A representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Maria Rita Serrano, que também é conselheira da Fenae, mostrou-se preocupada com a abertura de novas possibilidades de saques, argumentando, durante a audiência pública, que uma série de emendas apresentadas à MP desvirtua o papel original do FGTS.
Para o Brasil, segundo a representante eleita dos empregados no CA da Caixa, “os recursos do FGTS são uma mola propulsora do desenvolvimento, porque são investidos em setores essenciais como a habitação popular, o saneamento básico e a infraestrutura e a mobilidade urbana, gerando melhoria de qualidade de vida para as populações mais pobres”.

