Baianas realizam marcha pelo fim da violência contra as mulheres
Presente
no ato, a deputada federal e secretária Estadual de Mulher do PCdoB-BA,
Alice Portugal, declarou que as mulheres da Bahia querem o fim da
violência contra a mulher e o direito de serem livres. Ela ainda disse
que a emancipação da sociedade só acontecerá com o fim das desigualdades
entre homens e mulheres. “A Lei Maria da Penha é um dos instrumentos
mais efetivos na luta contra a violência. Tenho muito orgulho em ter
participado da construção dessa lei, mas é preciso destinar mais
orçamento para sua implementação, mais delegacias especializadas, mais
conscientização.” A vereadora de Salvador, Olívia Santana (PCdoB-BA), fez questão de saudar as militantes
Já
a deputada estadual Kelly Magalhães (PCdoB-BA) acredita que a caminhada
é de extrema importância para reafirmar o protagonismo feminino na
sociedade, além de fortalecer o combate a violência e a impunidade. A
coordenadora geral da União Brasileira de Mulheres (UBM) na Bahia,
Daniele Costa, afirmou que a marcha é a luta de mulheres e homens que
acreditam que a sociedade tem que ser construída com base na igualdade.
A secretária Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), Lúcia Barbosa, afirmou que é necessário implantar cada vez mais políticas públicas que cuidem das mulheres vitimadas e conscientizar a sociedade sobre esse problema que é também de saúde pública.
A Polícia Militar da Bahia não permitiu que o mini trio que acompanhava o ato seguisse em direção
A marcha contou com a presença da deputada estadual Luiza Maia (PT), da vereadora Martha Rodrigues (PT), da vereadora eleita Fabíola Mansur (PSB) e da futura vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento (PV), além de representantes de diversos segmentos sociais. Organizada pela UBM junto com partidos políticos, sindicatos e diversos movimentos sociais, a caminhada foi pautada na busca por uma sociedade mais justa e digna, e que ofereça oportunidades iguais para homens e mulheres.
Impunidade
Selma Silva esteve no ato para pedir justiça por conta da morte da sua irmã, a psicóloga MônicaLima Barbosa, 34 anos, morta com um tiro na cabeça pelo companheiro, em 2010. “Até hoje nada foi feito. O processo está parado na Justiça e esse monstro está solto. Estou aqui hoje em busca de apoio, queremos que o caso seja resolvido. Nossa família quer justiça”, desabafou.
De Salvador,
Ana Emília Ribeiro

