Bancários de Feira protestam contra demissões e ameaças no Itaú
Os bancários de Feira de Santana voltam às ruas com mais protestos, desta vez contra o Itaú. Com lucro mais que escandaloso (R$ 5,8 bi), o banco continua com a prática de demissões e colocando o quadro de funcionários e clientes em verdadeiras torturas, assédios e medo.

Os funcionários estão sendo obrigados a cobrirem as ausências dobrando ou triplicando a jornada. Se no Bradesco a “orientação” é que 100% é “obrigação” dos funcionários, no Itaú as denúncias chegam que 120% é a “obrigação”. É uma sensação de nunca poder cumprir e conseqüentemente ser demitido, sem contar com as ameaças veladas pelo mais novo administrativo enviado pela direção para comandar a agência 443.
Entre o pacote de maldades para auferir mais e mais, o novo gestor “convida” os funcionários para um bar ou restaurante após o expediente alegando “integração”, quando na verdade é mais uma forma de pressionar as inatingíveis metas.
O protesto foi uma advertência. Caso continue, tomaremos medidas mais enérgicas contra o Itaú em Feira de Santana para que alivie o sufoco dos colegas e contrate funcionários condizente com a demanda necessária de atendimento, com lucro que arrecada e com uma prestação de serviços digna aos clientes e usuários da cidade de Feira de Santana
Bancários como criminosos - O Itaú encontrou mais uma forma de desrespeitar os seus funcionários. Com a desculpa de coibir roubos, o banco decidiu revistar os pertences de seus empregados no fim do expediente, tratando todos os bancários como suspeitos. Batizado de “Saída Segura”, o projeto de revista está sendo implementado gradativamente pelo Itaú em todo o país.
Nesta segunda-feira (11/05), o projeto começou a ser executado em Salvador, causando constrangimento e revolta nos bancários, que não aceitam ser tratados como criminosos pelo banco.
Após ouvir a reclamação de dezenas de bancários, a Feeb (Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe) está orientando os sindicatos para que tomem as providências necessárias para barrar mais este abuso do Itaú, que mesmo sendo o banco com maior lucratividade no país continua demitindo trabalhadores, precarizando o atendimento ao cliente e agora, humilhando os empregados.
Fonte: SEEB-Feira de Santana

