
Os protestos iniciaram logo cedo com uma concentração na frente da Catedral de Santo Antônio, onde saíram em caminhada pelas principais ruas do Centro da cidade. De forma ordeira e pacífica, os trabalhadores e trabalhadoras solicitaram o fechamento dos correios, lojas comercias, o qual foram atendidos.

Para Celso Argolo, da coordenação regional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Greve Geral em Jequié foi uma grande demonstração de unidade da classe trabalhadora em defesa dos seus direitos. “O sucesso da greve geral decorreu da maturidade da classe trabalhadora. A união das centrais sindicais, algo considerado improvável, pelas forças de direita, empenhadas, com seu braço midiático oligopolizado, em trabalhar contra tal possibilidade, foi a prova concreta dessa maioridade moral e material que produziu a paralisação de mais de dois terços das atividades produtivas em todo o País”, ressaltou.

As principais avenidas da cidade foram fechadas. Os ônibus não circularam. Os pontos ficaram vazios. Todas as agências bancárias amanheceram com as portas fechadas. As escolas públicas e particulares também pararam.

De acordo com Marcel Cardim, presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié e Região foi um dia histórico e um recado direto ao governo Temer. “Os brasileiros não aceitam a agenda neoliberal que impõe retrocessos. São contra as reformas da Previdência e trabalhista. Também não aceitam a terceirização indiscriminada. É hora de a política mudar. A resistência nas ruas é forte. Todos estão de olho no Congresso Nacional e os parlamentares que votam contra o trabalhador não mais passarão”, destacou.
SEEB-Jequié

