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redes sociais 2023

Bancários vão às ruas em Salvador

A categoria esbanjou ousadia e irreverência na manifestação contra a intransigência dos banqueiros e do governo, realizada na sexta-feira, 11º dia da greve dos bancários. Com apitos, nariz de palhaço, frutas e faixas com as principais reivindicaçõe, os trabalhadores saíram em passeata pelas ruas da Cidade Alta.

A passeata saiu da sede do Sindicato, nas Mercês, e seguiu até o prédio da Superintendência do BB, na Piedade. Ao longo do percurso, os bancários apresentaram as reivindicações, pediram apoio e compreensão à população. A greve continua até que seja feito um acordo justo, que atenda às reais necessidades dos trabalhadores.

Para o vice-diretor do Sindicato, Emanoel Souza, a presença massiva dos bancários mostra a indignação e a energia do movimento. Ele destacou a necessidade de reforçar os piquetes, para garantir o fechamento das agências.


Apoio - A manifestação de sexta-feira contou com a participação do representante do Movimento da Luta por Moradia, Ticão, que protestou contra a falta de apoio da Caixa. Ele destacou a realização do feirão habitacional, promovido pelo banco, que só abrange camadas restritas da sociedade. "A Bahia precisa de 100 mil casas populares para sanar o déficit habitacional da população".


Irreverência - Os bancários usaram nariz de palhaço em apologia aos profissionais circenses, que mesmo com todos os problemas enfrentados no cotidiano, na hora de subir no picadeiro deixam tudo de lado e começam o espetáculo fazendo todos rirem. "Convivemos todos os dias com assédio moral, metas abusivas e doenças ocupacionais, mesmo assim  temos de esquecer tudo e atender os clientes com sorriso no rosto", disse José Barberino, diretor do Sindicato.

Outros elementos de protesto foram as frutas. Os bancários distribuíram abacaxi e banana para representar o descaso dos bancos com os empregados.  Os banqueiros se esbaldam em lucros bilionários, mas para os funcionários, verdadeiro patrimônio das empresas, só restam bananas e abacaxi.


Paralisação - A greve ganha cada vez mais força. Já são 14 dias de greve, e até a sexta-feira, na Bahia, mais de 100 municípios estavam com as unidades bancárias fechadas.

Até o momento, as atividades foram suspensas nas agências bancárias de Acajutiba, Alagoinhas, Amargosa, Amélia Rodrigues, Angical, Antas, Aporá, Araci, Aratu, Baianópolis, Barreiras, Barreirinhas, Barrocas, Boa Vista de Tupim, Bom Jesus da Lapa, Buerarema, Belmonte, Camacan, Camaçari, Campo Formoso, Candeias, Capela do Alto Alegre, Castro Alves, Catu, Cícero Dantas, Cipó, Coité, Conceição do Coité, Conceição do Jacuípe, Conde, Correntina, Crisópolis, Cruz das Almas, Dias D'ávila, Entre Rios, Esplanada, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Iaçu, Ibicaraí, Ibitiara, Ipirá, Irará, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itaetê, Itaité, Itaju do Colônia, Itajuípe, Itamaraju, Itapetinga, Itapé, Inhambupe, Itororó, Iramaia, Ilhéus, Jacobina, Jaguaquara, Jequié, Jequiriçá, Jeremoabo, João Sá, Juazeiro,  Lage, Luís Eduardo Magalhães, Madre de Deus, Maragogipe, Mata de São João, Mutuípe, Mairi, Nazaré, Nova Soure, Olindina, Parapiranga, Pojuca, Porto Seguro, Riachão das Neves, Riachão do Jacuípe, Ribeira do Pombal, Rio Real, Rui Barbosa, Sandra Regina (Barreiras), Santa Luz, Santa Maria da Vitória, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Domingos, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Sapeaçu, Seabra, Senhor do Bonfim, Sento Sé, Serrinha, Simões Filho, Tancredo Neves, Teofilândia, Tucano, Teixeira de Freitas, Ubaíra, Ubatã, Uitinga, Valença, Valente, Vanderley, Vera Cruz e Vitória da Conquista.

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