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redes sociais 2023

Bancos oferecem serviço para renegociar dívidas on-line

A combinação de juros, inflação e desemprego em alta fez a inadimplência das pessoas físicas subir para 6,1% no mês de junho, ante 5,3% há um ano, significando mais custo para os bancos, que precisam reforçar suas reservas contra calotes.

Com o aumento no número de inadimplentes os bancos tiveram a ideia de abrir sites exclusivos para renegociação de dívidas de seus correntistas. Na nova plataforma, todos os débitos do cliente – cartão de crédito e cheque especial, por exemplo – podem se unir e transformar-se em um crédito pessoal único.

As instituições financeiras apostam que a discrição do sistema, em que o cliente não precisa falar com o gerente diretamente, serve como estímulo para a quitação de dívidas. Mas ao analisar a situação como um todo, surge uma dúvida imediata: será que essa ferramenta veio para realmente auxiliar o trabalho da gerência e agilizar um favor para o cliente, ou veio como uma nova forma de demitir mais empregados indiretamente?

Para alguns educadores financeiros, a novidade pode fazer o cliente pagar mais caro na hora de sair do negativo. Para eles, a negociação pessoal sempre será mais vantajosa do que a feita por computador, já que possibilita obter descontos melhores. Na renegociação pela internet, o correntista não consegue saber se a taxa de juros cobrada no novo contrato é a mais barata possível. Quando foram questionados, os bancos não informaram a taxa do crédito renegociado.

De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros para pessoa física na renegociação era de 56% ao ano, no levantamento de junho. No cheque especial, era de 315% ao ano, enquanto no cartão de crédito chega a 470% ao ano.

As instituições financeiras que já aderiram ao novo método, alegam que a negociação on-line surtiu efeito. De acordo com o executivo, 80% dos acordos de renegociação fechados via internet foram cumpridos – uma taxa maior que a obtida pelas empresas de cobrança, que é de aproximadamente 70%.

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