Bradesco anuncia corte de juros para as taxas do cheque especial
O Bradesco anunciou nesta segunda-feira cortes de juros em linhas de crédito para pessoas físicas. A taxa mensal máxima do cheque especial recuou de 8,9% para 4,7%.
No rotativo de cartões de crédito, a
taxa máxima também caiu para 4,7%, o mesmo teto que será aplicado no
uso do limite de crédito pessoal. As condições valem para clientes que
aderirem a um pacote de serviços do banco.
Terão direito as novas
taxas de juros os cliente do Conta Fácil, disponível aos que recebem
seus salários em contas correntes no Bradesco e para novos clientes do
banco.
As linhas de consignado para aposentados terão taxas máximas de juros de 2,10%.
As novas medidas entram em em vigor a partir da próxima semana.
Antes
de transferir sua conta para outro banco, tente negociar condições
melhores na instituição da qual já é cliente. Os clientes que têm vários
produtos no mesmo banco, como seguros e aplicações financeiras, tendem a
ter maior poder de barganha nessas horas
Outros bancos já fizeram cortes
O
BB foi o primeiro banco a anunciar queda nas taxas de juros, em 4 de
abril. Após essa medida, vários bancos também cortaram as taxas, entre
eles Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, HSBC e Citibank.
No final
de abril, a presidente Dilma Rousseff elevou o tom na guerra do governo
para que bancos privados reduzam os juros cobrados aos consumidores. Em
pronunciamento na TV, Dilma pressionou as instituições a seguir o
movimento de cortes anunciado pelos concorrentes públicos e disse ser
inadmissível que o Brasil continue com uma das taxas mais altas do
mundo.
A guerra para a redução das taxas se intensificou nas
últimas semanas, com Banco do Brasil e Caixa anunciando cortes nos juros
numa tentativa de forçar uma redução por bancos privados, que
acompanharam em parte o movimento.
Além de usar os bancos
estatais como arma para forçar a redução das taxas, o governo tem tido a
colaboração do Banco Central, que tem cortado sistematicamente a taxa
básica de juros brasileira (Selic), hoje em 9%.
Dilma e outros
integrantes do governo vêm demonstrando publicamente desagrado com as
taxas de juros e o spread bancário. Spread é o ganho que os bancos têm
com os juros. Quando eles emprestam dinheiro para seus clientes, como no
cheque especial, cobram juros muito maiores do que os juros que pagam
aos clientes que investem em fundos, por exemplo. Essa diferença de
juros é que é chamada de spread.
Fonte: UOL

