Bradesco na mira da justiça americana
O Bradesco é alvo de duas ações coletivas protocoladas na justiça americana. Um dos documentos, assinado pelo escritório de advocacia Rosen Law Firm, representa investidores individuais que dizem tem comprado ações a preços artificialmente inflados entre 30 de abril de 2012 e 31 de maio de 2016.
O processo envolve o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; o diretor vice-presidente Alexandre da Silva Glüher; e o ex-vice-presidente Júlio de Siqueira Carvalho. Eles são acusados de se envolverem ne elaboração, produção, revisão e/ou divulgação de declarações falsas e enganosas para encobrir atividades ilegais da instituição – como a tentativa de evitar pagar bilhões de reais em impostos.
Na terça-feira passada (31/5), o Ministério Público Federal recebeu um relatório da Polícia Federal que indicou trabuco no caso. Nesse mesmo dia, o preço das ações do Bradesco caiu 5,6%, até chegar a US$ 6,26.
Segundo o processo da Rosen Law Firm, foi estimado que milhares de pessoas foram prejudicados pelo Bradesco, embora não saiba quantificar quantos. Até o dia 2 de agosto, as pessoas que se julgam prejudicadas podem embarcar no processo coletivo, segundo o escritório de advocacia. A ação está em nome do investidor individual William Bryan.

