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redes sociais 2023

Brasil abaixo da média em oportunidade escolar

Crianças brasileiras têm menos oportunidade de educação que a média da América Latina. É o que aponta um novo indicador calculado pelo Banco Mundial chamado Índice de Oportunidades Humanas (IOH). Em uma escala de zero a cem, o IOH brasileiro na área educacional ficou em 67 pontos, abaixo da média latino-americana, que é de 76. As informações são da BBC Brasil.  Divulgado ontem, o índice ainda mede as oportunidades de moradia. Nesse quesito, o Brasil superou a média regional (77 e 64, respectivamente), o que fez o país se aproximar da América Latina na ponderação final (72 e 70, respectivamente). Foram considerados cinco fatores para elaborar o IOH: conclusão do sexto ano escolar na idade correta e matrícula de crianças entre 10 e 14 anos (para o indicador de educação); e acesso à água potável, saneamento e eletricidade (para moradia).

Os países em que o IOH apontou uma distribuição mais equitativa de oportunidades foram Chile, Argentina, Costa Rica, Venezuela e Uruguai. Os mais desiguais são Nicarágua, Guatemala e Honduras. A América Latina foi escolhida para a elaboração do primeiro índice pelas desigualdades na distribuição de oportunidades entre suas crianças. O estudo levou em conta 200 milhões de crianças em 19 países.  O estrato social brasileiro em maior desvantagem é quase exclusivamente formado por negros, moradores do Norte e do Nordeste - em especial das áreas rurais - destaca o Baco Mundial. Quase metade (44%) dos indivíduos com mais acesso às oportunidades nasceu nas regiões mais ricas, como São Paulo ou o Distrito Federal.

Santa Catarina e São Paulo têm um IOH quatro vezes mais alto que o de Alagoas ou o Piauí. Em toda a América Latina, a renda do pai e a educação da mãe são as determinantes que mais claramente diferenciam as classes avantajadas das em desvantagem.  O relatório não deixa de reconhecer que houve avanços na educação brasileira na última década e meia. Mas revela que uma parte importante dos cidadãos ainda padece de desigualdades que se originam ainda no berço e têm efeitos duradouros sobre os resultados finais. Entre 25% e 50% da desigualdade de renda observada entre adultos latino-americanos se deve a circunstâncias que enfrentaram quando começaram a vida, sobre as quais não tinham controle nem responsabilidade. Os dados para o estudo foram obtidos entre 1995 e 2005.

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