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Caixa: PLR Social e promoção por mérito estão asseguradas por dois anos

O acordo fechado com a Caixa Econômica Federal, no encerramento da Campanha Nacional 2016, assegurou a manutenção de duas importantes conquistas: a PLR Social e a promoção por mérito. Fruto da campanha de 2010, como forma de valorizar os trabalhadores por exercer tarefas relacionadas aos programas sociais do governo federal, e mantida, ano a ano, graças a mobilização dos bancários, a PLR Social esteve sob ameaça.

Nas negociações específicas e no início da campanha deste ano, a empresa não fazia menção a continuidade do seu pagamento. A PLR Social garante a distribuição do equivalente a 4% do lucro líquido da Caixa, de forma linear para todos os empregados.

Promoção por mérito

Além de todas as conquistas econômicas, previstas no acordo bianual, como reajuste nos salários de 8% mais abono de R$ 3.500, pago uma única vez, em 2016, mais reposição da inflação e 1% de aumento real para salários e os reajustes das demais verbas em 2017, os empregados da Caixa garantiram um outro benefício, que trará reflexos nos salários. Trata-se da promoção por mérito.

Assim como tem ocorrido com a PLR Social, a ascensão na Caixa tem sido assegurada com muita luta dos trabalhadores. A empresa deu sinais de querer acabar essa conquista de 2008, na unificação dos Planos de Cargos e Salários (PCSs). Em 2014, por exemplo, o banco não discutiu a sistemática e somente com a pressão dos empregados, conseguiram o pagamento um delta para os promovíveis e a inclusão da sistemática no ACT de 2015.

Em 2015, a Comissão Paritária do Plano de Cargos e Salários (PCS) debateu as regras da promoção por merecimento que trouxeram avanços significativos. No ano passado, dos 91.928 trabalhadores considerados promovíveis, 63.520 63.520 (69,1%) receberam um delta e 14.991 (16,3%) foram contemplados com dois deltas. No caso das referências do PCS de 2008, por exemplo, cada delta representou 2,33% de aumento nos salários.

A mesma sistemática adotada em 2015 já está assegurada também para 2016, com pagamento dos deltas em janeiro de 2017. O modelo prevê uma pontuação máxima de 70 pontos. Os critérios objetivos foram distribuídos da seguinte forma: 20 pela conclusão de 30 horas anuais de módulos da Universidade Caixa, cinco pontos pela participação no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e outros 15 pontos para a frequência medida pelo Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon).

A sistemática também considerou critérios subjetivos, que garantiram até 20 pontos. Cada empregado indicou de dois a oito empregados da sua unidade (preferencialmente da sua equipe) que atenderam aos critérios de avaliação como relacionamento no ambiente de trabalho e contribuição para a solução de problemas. A distribuição dos 20 pontos variou em função do número de indicações, que tiveram relação com o número de indicações recebidas. Foi garantida também a pontuação extra de 10 pontos para iniciativa de autodesenvolvimento.

Fonte: Fenae Net

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