Campanha de Dilma e Wagner instala comitê de mulheres na Bahia
Representantes de mulheres dos partidos que compõem a coligação “Pra Bahia Seguir em Frente” (PT-PCdoB-PSB-PDT-PP-PRB-PSL-PHS) estiveram reunidas no Comitê Central da chapa majoritária, na Av. Juracy Magalhães Júnior, em Salvador, na noite desta quinta-feira (29/7), para definir a agenda de campanha. Em foco, o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, e a defesa de uma maior participação feminina nas políticas públicas a serem implantadas em um novo governo.
A implementação total da Lei Maria da Penha, que reconhece como crime a violência praticada contra a mulher e que criou os Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, para facilitar o julgamento dos casos específicos, desponta como um dos eixos programáticos das candidatas a deputadas federais e estaduais da coligação. “É vital, para que a política pública possa avançar nesta área, a criação de novas varas especializadas na Justiça e de mais casas de acolhimento a mulheres vítimas de agressão”, destacou a representante do PCdoB na coordenação do Comitê, Daniele Costa, que integra a coordenação nacional da União Brasileira de Mulheres – UBM.A Lei entrou em vigor em setembro de 2006, mas dos 27 estados brasileiros, quatro - Santa Catarina, Paraíba, Rondônia e Sergipe - ainda não possuem instalações dos Juizados Especiais. Atualmente, há 46 órgãos em todo o país com, aproximadamente, 195 mil processos em andamento referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher.
A baixa representatividade feminina nas esferas de poder também foi alvo de discussões durante a reunião. Elas ocupam apenas 45 das 513 cadeiras da Câmara Federal. No Congresso Nacional, são 10 senadoras num total de 81. E, para as eleições deste ano, não conseguiram cumprir com os 30% previstos em lei para as candidaturas femininas. A candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência, e de Lídice da Mata (PSB) ao Senado, portanto, foram destacadas como avanço e como prioridade de ação para a eleição da primeira mulher presidente do Brasil, e da primeira senadora da Bahia.
As ações de mobilização previstas na agenda vão até setembro, e incluem passeatas, panfletagem em pontos estratégicos, e uma campanha publicitária especifica para as mulheres.
Na terça (03/08) as mulheres estarão novamente reunidas para debater o programa de governo de Wagner e as políticas públicas para as mulheres.
De Salvador,
Camila Jasmin, com informações da Ascom/Campanha Jaques Wagner

