Cheque especial tem a maior taxa em 22 anos
Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (27/7), os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial avançaram em junho. No entanto, no caso do cartão de crédito, a taxa recuou.
No cheque especial, os juros subiram de 311,5% em maio para 315,7% ao ano em junho – sendo considerada a maior taxa desde o início da série histórica, em julho de 1994.
Se a taxa de juros é alta para o cheque especial, ela pode ser considerada proibitiva para o cartão de crédito rotativo. Segundo o BC, os juros médios cobrados pelos bancos nestas operações ficaram em 470,9% ao ano em junho, contra 471,5% ao ano no mês de maio.
Os juros do cartão de crédito rotativo e do cheque especial estão entre os mais altos do mercado, por isso os especialistas indicam utilizar esses empréstimos apenas em momentos de emergência e por um curto prazo.
A taxa média de juros cobrada pelos bancos e a inadimplência das suas operações com recursos livres (excluindo crédito imobiliário, rural e do BNDES) voltaram a subir em junho. Os juros bancários médios, ainda com recursos livres, ficaram estáveis em 52,2% ao ano. Já a inadimplência destas operações, para pessoas físicas e para empresas atingiu o patamar de 5,6% em junho.

