CMS cobra redução dos juros em reunião com Gilberto Carvalho
Lideranças das entidades que compõem a CMS participaram de uma reunião nesta qurta-feira (13) com o ministro da secretaria-geral da República, Gilberto Carvalho, para tratar dos pontos centrais da pauta dos movimentos sociais.
No encontro, que contou com representação da CTB, CUT, CGTB, CTB, CMB, UBM, MST, UNE, Unegro e Conen, as entidades expuseram sua pauta unitária em defesa de um projeto nacional de desenvolvimento, enfatizando a necessidade de mudanças inadiáveis na política econômica, com a redução dos juros e do superávit primário e a importância da valorização do salário minimo para a classe trabalhadora.
Augusto Chagas, presidente da UNE, ressaltou que a política
econômica é "a tampa que impede que várias conquistas sociais possam se
desenvolver de uma forma mais plena. Por esta razão, o grande desafio da
conjuntura é a mobilização popular para dar enfrentamento ao
conservadorismo que impede o pleno desenvolvimento do Brasil".
Em
nome da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Stumpf defendeu as
mudanças na política econômica como o "cerne" das propostas para que o
país seja capaz de implementar reformas democráticas, como a da
educação, urbana, comunicacional e agrária. "Estas transformações não
serão passageiras, serão um conjunto que democratizará a estrutura de
poder no país. Por isso, nos próximos meses, vamos às ruas para apoiar
mudanças e garantir políticas mais ousadas".
Edson França, da
Unegro, destacou a regularização de terras quilombolas é essencial para
que estas comunidades centenárias tenham acesso a crédito e a políticas
públicas. Edson também cobrou a plena implementação da lei sancionada
pelo presidente Lula sobre a história dos afrodescendentes,
"democratizando o conhecimento e o saber".
Para Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB, a reunião
foi positiva, pois reforçou a relevância de manter o canal de diálogo
aberto com o governo, que facilitará o encaminhamentos das demandas dos
movimentos sociais para os respectivos ministérios, que deverão se
reunir com a Coordenação nos próximos meses."A intenção é fazer uma
agenda mensal da CMS, para continuarmos tratando dos pontos da pauta. O
papel dos movimentos sociais está sendo cumprido. Agora é colocar o povo
nas ruas, junto com as centrais, para podermos avançar em nossas
reivindicações!", acrescentou o dirignete da CTB.
Conforme o
secretário-geral da Presidência, será mantido um canal de negociação
permanente com os movimentos sociais. “Governo é datado, tem dia para
acabar e atua no limite da correlação de forças. Nosso papel é fazer a
realidade no limite do possível”, declarou o ministro, lembrando que
“sem mobilização, as coisas não ocorrem”.

