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Corrida Rústica comemora Dia dos Bancários em Salvador

Mais do que os 7 quilômetros, o grande desafio, este ano, dos mais de 600 atletas que participaram da Corrida Rústica em Salvador, ápice das comemorações pelo Dia do Bancário, foi enfrentar o forte calor. Apesar de a largada ter sido às 8h, o céu claro e o sol aberto contribuíram para "aquecer" a competição que, além de contar com muitos profissionais do atletismo, representa, para o corredor amador, uma fonte de saúde.

Esse estímulo, aliás, foi o combustível que levou Antônio Raimundo de Oliveira, campeão geral da prova, a optar pelo esporte. Natural de São Gonçalo do Campo, na zona rural, ele começou a correr há seis anos e há seis meses está em Salvador, buscando patrocínio. Atualmente, Gilberto treina duas vezes por dia e usou o fôlego "reserva" para vencer e estabelecer novo recorde da Corrida, com tempo de 20 minutos e 32 segundos. "No quilômetro três, eu soltei o gás", explica.

Na Corrida Rústica, o ditado "o importante não é vencer, mas competir" é levado a sério. Muito mais do que um lugar no pódio, para o bancário e convidados, a prioridade é participar por amor ao esporte. "A necessidade de manter a forma física e aliviar a tensão do cotidiano, a pressão dentro das agências, é o que me faz correr", diz Erivaldo Sales, diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, que há 4 anos aderiu à prova.

A Corrida Rústica distribuiu R$ 7,5 mil em prêmios e, hoje, é uma das principais provas do calendário de atletismo do Estado. Na cerimônia de premiação, o presidente do Sindicato, Euclides Fagundes Neves, agradeceu a todos que contribuíram para a organização da competição, ao apoio da Caixa e Banco do Brasil, além de chamar a atenção da categoria para a campanha salarial, principalmente sobre a necessidade de manter a mobilização intensa.


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