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Os dados foram divulgados hoje pela Fitch, que rebaixou também 26 bancos de mercados emergentes, enquanto no primeiro trimestre foram 50 os bancos reavaliados neste segmento.
A agência de classificação de risco realizou 170 classificações negativas no segundo trimestre, comparadas com 188 de janeiro a março deste ano. Em junho, 64% dos bancos avaliados pela Fitch no mundo apresentaram perspectivas estáveis.
O número total de ações de classificação continua a cair, totalizando 183 no segundo trimestre, frente a 294 no último trimestre de 2008.
"A Fitch acredita que a recessão econômica global está chegando ao fim. No entanto, os bancos vão continuar a operar em um ambiente difícil, com taxas de risco de empréstimo crescendo enquanto as taxas de desemprego e perdas continuam a piorar", destacou a diretora da Fitch Ratings, Bridget Gandy.
Nos Estados Unidos e Canadá, 43% dos bancos estavam com perspectivas negativas ou em observação no final do segundo trimestre, em comparação com 27% no trimestre anterior.
Resultados
Apesar das perspectivas negativas, os bancos norte-americanos começam a apresentar sinais de melhora em seus balanços. O lucro do Goldman Sachs teve um crescimento de 65% no segundo trimestre deste ano, ficando em US$ 3,44 bilhões. No mesmo trimestre de 2008, o banco havia registrado um lucro de US$ 2,05 bilhões.
O JPMorgan Chase registrou um crescimento de 36% no lucro do segundo trimestre deste ano, atingindo US$ 2,72 bilhões, contra US$ 2 bilhões no mesmo trimestre de 2008. O Bank of America, uma das instituições bancárias mais atingidas pela crise financeira, registrou um lucro de US$ 3,22 bilhões (US$ 0,33 por ação) no segundo trimestre deste ano.
Já o Citigroup lucrou US$ 4,3 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de US$ 2,5 bilhões no mesmo período de 2008.
Folha Online
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