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Crise provoca mais demissões na faixa de renda de 2 a 3 mínimos, diz Ipea

Os trabalhadores com renda entre dois e três salários mínimos foram os que mais perderam empregos a partir de outubro do ano passado, quando houve um agravamento da crise financeira, mostra estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a partir de dados do Ministério do Trabalho.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (29), mostra que, entre outubro de 2007 e março de 2008, o número de vagas de trabalho nessa faixa de renda encolheu 0,4%. Entre outubro de 2008 e março de 2009, a redução foi de 3,7%, contabilizadas as admissões e demissões no período.

De acordo com a compilação do Ipea, nos dois períodos comparados, a faixa de renda entre um salário mínimo e meio e dois salários mínimos também apresentou forte retração de vagas. Entre outubro de 2007 e março de 2008, houve mais contratações do que demissões nessa faixa, com um saldo positivo de 1,7% no número de trabalhadores empregados. No mesmo período entre 2008 e 2009, a retração nesse segmento foi de 2,9%.

Faixa etária

À exceção dos trabalhadores com idade até 17 anos, houve perdas de vagas em todas as faixas etárias nos períodos analisados. As faixas que mais perderam vagas foram as de trabalhadores com idades entre 25 e 39 anos (-2,7% entre 2008 e 2009, contra 0,9% entre 2007 e 2008) e dos acima dos 50 anos (que chegam a até -5,3% entre 2008 e 2009, dependendo da subdivisão da faixa etária, contra -3,8% entre 2007 e 2008).

Escolaridade

O estudo mostra ainda que os trabalhadores com menor nível de escolaridade são os mais afetados pelo desemprego decorrente da crise financeira. Quanto maior a escolaridade, menor o desemprego.

Entre os trabalhadores analfabetos, o impacto foi maior. A redução de vagas foi de 11,9% entre outubro de 2007 e março de 2008, contra retração de 8,8% entre outubro de 2008 e março de 2009, e de 9,1% contra 6,4% nos períodos analisados para trabalhadores com até cinco anos de estudo.

Na outra ponta, os números são positivos, embora menores do que o verificado entre 2007 e 2008. O total de vagas para trabalhadores com curso superior cresceu 0,4% entre outubro de 2008 e março de 2009, contra um saldo positivo de 1,4% entre outubro de 2007 e março de 2008.

Fonte: G1

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