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Desigualdade entre ricos e pobres se agrava com a crise

Segundo dados da nova edição da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios) divulgada nesta sexta-feira (25/11) pelo IBGE, os prejuízos decorrentes da crise econômica no país atingiram tanto os mais ricos, quanto os mais pobres em 2015.

O levantamento mostra que no ano passado, houve uma redução de postos de trabalho (sobretudo na indústria) e aumento da taxa de desocupação, entre outros efeitos da recessão no país. Em relação a 2014, ocorreu uma queda generalizada no rendimento médio mensal, com impacto mais abrangente para a faixa populacional com ganhos de R$ 953 ou mais, considerando todas as fontes de renda.

Ao segmentar pela metade os grupos de rendimento, o IBGE identificou que a metade mais rica teve perda maior (o recuo foi de 5,73%). Com toda a população ganhado menos, a retratação geral de rendimento no país foi estimada em 5,4% - valor médio de R$ 1.746, quase R$ 100 a menos em relação a 2014.

Apesar do cenário de crise, a Pnad observou que o país manteve uma tendência de queda do Índice de Gini, dado que avalia a desigualdade na concentração da distribuição de renda. De 2014 para 2015, o indicador passou de 0,555 para 0,491 – quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade no país.

Na análise por sexo, constatou-se que o rendimento médio de todos os trabalhos dos homens foi de R$ 2.058, e o das mulheres, R$ 1.567. Em termos proporcionais, as mulheres receberam, em média, 76,1% do rendimento de trabalho dos homens no ano passado.
Já a média da renda mensal domiciliar, em 2015, foi de R$ 3.186, o que representa 7,5% a menos do que o valor apurado em 2014 (R$ 3.443).

A maior perda de contingente de trabalho ocorreu na indústria. O setor tinha, em 2015, mais de um milhão de trabalhadores a menos, o que significou uma queda de 8% em relação ao ano anterior. Já na agricultura, a retração foi de 6,1% --perda de 855 mil trabalhadores. Frente a 2004, quando era de 20,4%, a participação da agricultura na oferta de emprego apresentou a maior queda entre os grupamentos de atividade analisados pelo IBGE (6,5 pontos percentuais).

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