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Diário da Greve dos Bancários em Itabuna: dez dias de greve nacional

Bancário não foge à luta. No Brasil inteiro, milhares de trabalhadores de agências e departamentos de bancos públicos e privados estão parados, enfrentando pressão e ameaças, para cobrar proposta decente dos banqueiros.
A greve, que chega nesta quinta-feira ao décimo dia, continua forte e deve crescer ainda mais diante do silêncio dos bancos. Foram 663 locais parados na Bahia ontem, quarta-feira, dia 5 de outubro. No Brasil, 8.556 unidades permaneceram fechadas, o que torna esta greve a maior dos últimos 20 anos. E o nosso movimento cresce e se fortalece a cada dia graças ao silêncio dos banqueiros e do governo e a consciência dos bancários e bancárias em todo o território nacional.

Em contraponto ao silêncio irresponsável da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), entidade que representa os banqueiros e do governo federal,  as direções dos bancos estaduais têm se manifestado e em reuniões de negociação apresentam proposta diferente e mais vantajosa para categoria do que a apresentada pela Fenaban no último dia 27 de setembro de apenas 8% de reajuste salarial, o que representa 0,56% de aumento real. Uma lástima.

Os bancários do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) avaliarão em assembléia hoje a proposta da direção do banco apresentada ontem. Os principais itens oferecidos pelo banco são: reajuste de 12% para o piso salarial (R$ 1.400,00); reajuste na gratificação de caixa de 17,87% (R$ 600,00); criação de uma gratificação específica para os operadores de negócios no valor de R$ 300,00; diminuição da meta de desempenho de captação de 95% para 85% no pagamento da RV3 (Remuneração Variável) e ampliação do período de concessão da cesta-alimentação para afastados para tratamento de saúde de 06 para 12 meses.

Os bancários do Banco Regional de Brasília (BRB) tiveram um reajuste geral de 8,5% sobre os salários e demais verbas, e 13% nos pisos de VP, extensivos aos CP/VPs, anuênios e quinquênios. O salário inicial passou para R$ 1.900 e a gratificação de caixa será igualada à dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal. Nos conjuntos de tíquete e cesta-alimentação os valores passam de R$ 795,96 para R$ 900.

Já os bancários do Banpará (Banco do Estado do Pará), com 95% de adesão à greve, garantiram uma proposta de reajuste de 10% sobre as verbas salariais, mais 5% de promoção do Plano de Cargos e Salários em 2012; Anuênio reajustado para R$ 25; Reajuste de 20% sobre tíquete alimentação e cesta alimentação, além de um tíquete alimentação extra de R$ 3.200, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$ 1.200 antes do Círio, R$ 1.000 em Dezembro/2011 e R$ 1.000 em Março/2012, dentre outras conquistas.

A proposta do banco do Estado de Sergipe - Banese de reajuste linear de 9% em todas as verbas salariais e um abono de R$ 2 mil em duas parcelas de R$ 1 mil foi rejeitada em assembléia pelos funcionários do banco e a greve segue naquele estado.

Diante da responsabilidade observada das direções desses bancos estaduais que estão realizando reuniões de negociações com o objetivo de resolver o impasse estabelecido pelos demais bancos, diga-se de passagem, instituições de menor porte frente os gigantes bilionários que compõem a Fenaban e os demais bancos públicos federais, fica a pergunta: a quem interessa esse silêncio que revolta não só os trabalhadores bancários mas toda a sociedade brasileira? 

Do lado de cá, nós bancários continuaremos fortalecendo o nosso movimento paredista até que os banqueiros saiam dessa posição irresponsável e venha negociar uma proposta decente que ponha fim a greve da categoria.

Ousar lutar, ousar vencer!




Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região


Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe


Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB/Regional Sul da Bahia

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