Menu
Encontro Vozes que transformam

Em 2 anos, milhões ficam abaixo da linha da pobreza no Brasil

Segundo os economistas, o alto índice de desemprego e os cortes em programas sociais agravaram os problemas. Em julho, o último mês para o qual há dados disponíveis, o desemprego se aproximava de 13%. Filas de desempregados estendendo-se por quarteirões viraram uma cena comum quando empresas anunciam que estão contratando.

Ao mesmo tempo, as pressões para equilibrar as contas públicas e as políticas conservadoras do presidente Michel Temer têm levado a cortes nos programas sociais. Entre os afetados está o Bolsa Família, iniciativa à qual se atribui grande parte da redução da pobreza durante a década de explosão econômica.

Uma análise dos dados do Bolsa Família feita pela agência de notícias Associated Press apontou que a cobertura diminuiu 4 pontos percentuais entre maio de 2016, quando Temer assumiu a Presidência interina do país, e maio deste ano.

Parte desse declínio talvez se deva ao pente-fino que começou a ser feito no final do ano passado. O governo federal anunciou ter encontrado "irregularidades" nos registros de 1,1 milhão de beneficiários, ou cerca de 8% dos 14 milhões de usuários. As infrações iam de fraude a famílias que ganhavam mais de R$ 170 mensais por pessoa, renda máxima para poder receber a ajuda.

"O governo não deveria perder o foco na prioridade" de tirar as pessoas da pobreza, disse Emmanuel Skoufias, economista do Banco Mundial e um dos autores do relatório sobre os "novos pobres" do Brasil, acrescentando que o Bolsa Família representava apenas 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e que o governo deveria pensar em destinar mais recursos à iniciativa, e não menos.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar