Empregados da Caixa contra o GDP
Além da busca pelo aumento das contratações, outra palavra de ordem ganha força entre os empregados da Caixa. É a luta pelo fim do GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas), programa implementado pelo banco para as gerências médias e que deve se estender a todos os trabalhadores até 2016.
O GDP só traz mais problemas para as agências bancárias. Amplia a individualização das metas já que será aceito um acordo personalizado que afronta os princípios coletivos do trabalho, aumenta a sobrecarga e consequente adoecimento em virtude da pressão, além de estimular uma concorrência interna nas agências por uma suposta maior produtividade.
Além disso, a proposta põe em risco conquistas históricas como a promoção por mérito, já que a seleção de funcionários poderá ser feita com base nos resultados comerciais do programa, e não em avaliações que combatem uma disputa predatória entre os colegas.
É por isso que a batalha contra o fim do GDP entra como uma das prioridades das reivindicações da campanha salarial 2015. Na última reunião de negociação, inclusive, a Caixa se manteve intransigente e negou a extinção do plano. Para alavancar os protestos, cartazes e cartilhas devem ser encaminhados aos sindicatos para fortalecer a luta. Está claro que o GDP só favorece os assédios, abusos e adoecimentos entre os trabalhadores.
Fonte: SBBA

